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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Conheça a Tecnologia SATA (Serial Advanced Technology Attachment)
È de Graça Uai !

Conheça a Tecnologia SATA (Serial Advanced Technology Attachment)


Introdução

Os computadores são constituídos por uma série de tecnologias que atuam em conjunto. Processadores, memórias, chips gráficos, entre outros, evoluem e melhoram a experiência do usuário. Com itens como discos rígidos, unidades de DVD ou Blu-ray e drives SSD, por exemplo, não poderia ser diferente e o padrão Serial ATA (SATA - Serial Advanced Technology Attachment) é a prova disso. Este artigo apresenta essa tecnologia, mostrando seus diferenciais em relação ao padrão Paralell ATA (cuja última versão recebeu a terminologia ATA 133), suas principais características e suas vantagens.

Serial ATA x Paralell ATA

O padrão SATA é uma tecnologia para discos rígidos, unidades ópticas e outros dispositivos de armazenamento de dados que surgiu no mercado no ano 2000 para substituir a tradicional interface PATA (Paralell ATA ou somente ATA ou, ainda, IDE).
O nome de ambas as tecnologias já indica a principal diferença entre elas: o PATA faz transferência de dados de forma paralela, ou seja, transmite vários bits por vez, como se estes estivessem lado a lado. No SATA, a transmissão é em série, tal como se cada bit estivesse um atrás do outro. Por isso, você deve imaginar que o PATA é mais rápido, não? Na verdade, não é. A transmissão paralela de dados (geralmente com 16 bits por vez) causa um problema conhecido como "ruído", que nada mais é do que a perda de dados ocasionada por interferência. Para lidar com isso nos HDs PATA, os fabricantes utilizam mecanismos para diminuir o ruído. Um deles é a recomendação de uso de cabos IDE (o cabo que liga o HD à placa-mãe do computador) com 80 vias (ou seja, oitenta fios) em vez dos tradicionais cabos com 40 vias. As vias a mais atuam como uma espécie de blindagem contra ruídos.
No caso do padrão SATA o ruído praticamente não existe, mesmo porque seu cabo de conexão ao computador possui apenas 4 vias e também é blindado. Isso acaba trazendo outro ponto de vantagem ao SATA, pois como o cabo tem dimensão reduzida, o espaço interno do computador é melhor aproveitado, facilitando inclusive a circulação de ar.
Logotipo Serial ATAO padrão Paralell ATA tem sua velocidade de transmissão de dados limitada por causa do ruído. A última especificação dessa tecnologia é o ATA 133 que permite, no máximo, uma taxa de transferência de 133 MB por segundo. O Serial ATA, por sua vez, pode utilizar velocidades maiores.
Há outra característica interessante no padrão SATA: HDs que utilizam essa interface não precisam de jumpers para identificar o disco master (primário) ou slave (secundário). Isso ocorre porque cada dispositivo usa um único canal de transmissão (o PATA permite até dois dispositivos por canal), atrelando sua capacidade total a um único HD. No entanto, para não haver incompatibilidade com dispositivos Paralell ATA, é possível instalar esses aparelhos em interfaces seriais através de placas adaptadoras. Além disso, muitos fabricantes lançaram modelos de placas-mãe com ambas as interfaces.
Outra novidade interessante do SATA é a possibilidade de uso da técnica hot-swap, que torna possível a troca de um dispositivo Serial ATA com o computador ligado. Por exemplo, é possível trocar um HD sem ser necessário desligar a máquina para isso. Este recurso é muito útil em servidores que precisam de manutenção/reparos, mas não podem parar de funcionar.
Vale frisar que atualmente é possível encontrar equipamentos do tipo port multiplier que permitem a conexão de mais de um dispositivo em uma única porta SATA, semelhante ao que acontece com os hubs USB.

Velocidade do padrão SATA

A primeira versão do SATA trabalha com taxa máxima de transferência de dados de 150 MB por segundo (MB/s). Essa versão recebeu os seguintes nomes: SATA 150, SATA 1.0, SATA 1,5 Gbps (1,5 gigabits por segundo) ou, simplesmente, SATA I.
Não demorou muito para surgir uma versão denominada SATA II (ou SATA 3 Gbps - na verdade, SATA 2,4 Gbps -, ou SATA 2.0, ou SATA 300) cuja principal característica é a velocidade de transmissão de dados a 300 MB/s, o dobro do SATA I. Alguns discos rígidos que utilizam essa especificação contam com um jumper que limita a velocidade do dispositivo para 150 MB/s, uma medida aplicada para fazer com que esses HDs funcionem em placas-mãe que suportam apenas o SATA I.
É necessário fazer uma observação quanto ao aspecto de velocidade: na prática, dificilmente os valores mencionados (150 MB e 300 MB) são alcançados. Essas taxas indicam a capacidade máxima de transmissão de dados entre o HD e sua controladora (presente na placa-mãe), mas dificilmente são usadas em sua totalidade, já que isso depende de uma combinação de fatores, como conteúdo da memória, processamento, tecnologias aplicadas no disco rígido, etc.
Há outra ressalva importante a ser feita: a entidade que controla o padrão SATA (formada por um grupo de fabricantes e empresas relacionadas) chama-se, atualmente, SATA-IO (SATA International Organization). O problema é que o nome anterior dessa organização era SATA-II, o que gerava certa confusão com a segunda versão da tecnologia. Aproveitando essa situação, muitos fabricantes inseriram selos da SATA II em seus HDs SATA 1.0 para confundir os usuários, fazendo-os pensar que tais discos eram, na verdade, da segunda geração de HDs SATA. Por isso é necessário olhar com cuidado as especificações técnicas do disco rígido no momento da compra, para não levar "gato por lebre". Felizmente, poucos modelos de HDs se encaixam nessa situação.
Em 2009, foi lançado o conjunto final de especificações da terceira versão da tecnologia Serial ATA, chamada de SATA-III (ou SATA 6 Gbps; ou SATA 3.0). Esse padrão permite, teoricamente, taxas de transferências de até 768 MB por segundo. O SATA-III também utiliza uma versão melhorada da tecnologia NCQ (abordada no próximo tópico), possui melhor gerenciamento de energia e é compatível com conectores de 1,8 polegadas específicos para dispositivos de porte pequeno. O padrão SATA-III se mostra especialmente interessante a unidades SSD, que por utilizarem memória do tipo Flash podem alcançar taxas de transferências elevadas.

Tecnologias relacionadas ao SATA

Os fabricantes de HDs SATA podem adicionar tecnologias em seus produtos para diferenciá-los no mercado ou para atender a uma determinada demanda, o que significa que certos recursos podem não ser, necessariamente, obrigatórios em um disco rígido só por este ser SATA. Vejamos alguns deles:
- NCQ (Native Command Queuing): o NCQ é tido como obrigatório no SATA II e no SATA III, mas era opcional no padrão SATA I. Trata-se de uma tecnologia que permite ao HD organizar as solicitações de gravação ou leitura de dados numa ordem que faz com que as cabeças se movimentem o mínimo possível, aumentando (pelo menos teoricamente) o desempenho do dispositivo e sua vida útil. Para usufruir dessa tecnologia, não só o HD tem que ser compatível com o recurso, mas também a placa-mãe, através de uma controladora apropriada;
- eSATA: proveniente do termo "external SATA", o eSATA é um tipo de porta que permite a conexão de dispositivos externos a uma interface SATA do computador. Essa funcionalidade é particularmente interessante aos usuários que desejam aproveitar a compatibilidade de HDs externos com a tecnologia SATA para obter maiores taxas de transferência de dados. Muitos fabricantes oferecem computadores que contam com uma porta que funciona como eSATA e também como USB;
Link Power Management: esse recurso permite ao HD utilizar menos energia elétrica. Para isso, o disco rígido pode assumir três estados: ativo (active), parcialmente ativo (partial) ou inativo (slumber). Com isso, o HD recebe energia de acordo com sua utilização no momento;
Staggered Spin-Up: esse é um recurso muito útil em sistemas RAID, por exemplo, pois permite ativar ou desativar HDs trabalhando em conjunto sem interferir no funcionamento do grupo de discos. Além disso, a tecnologia Staggered Spin-Up também melhora a distribuição de energia entre os discos;
Hot Plug: em sua essência, essa funcionalidade permite conectar o disco ao computador com o sistema operacional em funcionamento. Esse é um recurso muito usado em HDs do tipo removível.

Conectores e cabos

Os conectores e cabos utilizados na tecnologia SATA oferecem duas grandes vantagens ao usuário: ocupam menos espaço dentro do computador; e possuem encaixe mais fácil e mais seguro (é praticamente impossível conectar um cabo SATA de maneira invertida). O mesmo vale para o conector de alimentação elétrica do HD (ou de outro dispositivo compatível). A imagem abaixo mostra um cabo SATA convencional:

Cabo SATA

A figura a seguir, por sua vez, mostra o conector de alimentação:

Conector de alimentação elétrica SATA
A foto a seguir mostra ambos os cabos exibidos acima conectados em um HD:
Cabos SATA em um HD
Por fim, a imagem abaixo mostra conectores SATA existentes em uma placa-mãe:
Conectores SATA




Finalizando

O padrão Serial ATA começou a ser desenvolvido oficialmente no ano de 

1997 e surgiu a partir de uma iniciativa da Intel junto a 70 empresas, aproximadamente. A ideia foi formada pela previsão de que tecnologias futuras de armazenamento de dados exigiriam taxas de transferência até então não suportadas. A tecnologia SATA surgiu como solução para essa questão sem, no entanto, reverter isso em custo de produção maior, um dos fatores que foram determinantes para a sua ampla aceitação no mercado.
Caso queira obter mais detalhes sobre a tecnologia, basta acessar o site da SATA International Organization.
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Gabinetes AT e ATX
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Gabinetes AT e ATX


Introdução
Este artigo vista mostrar as características dos gabinetes AT e ATX, de forma que o leitor consiga diferenciar um padrão do outro e identificar suas peculiaridades. Quando citamos "gabinete", nos referimos à caixa que envolve seu computador e protege os componentes internos do equipamento. Além disso, consideraremos a fonte de alimentação do computador, como parte integrante do gabinente, como se ambos fossem uma única peça. As siglas AT e ATX também servem para identificar a placa-mãe quanto ao tipo de gabinete que a mesma foi projetada. Outra informação importante é que os padrões AT e ATX são usados tanto para gabinetes no formato torre, quanto para gabinetes em formato horizontal.
AT
Conector de energia ATAT é a sigla para Advanced Tecnology. Trata-se de um tipo de gabinete já antigo, sendo cada vez mais difícil encontrar computadores novos que utilizem esse padrão. Seu uso foi constante de 1983 até 1996. Um dos fatos que contribuiram para que o padrão AT deixasse de ser usado (e o ATX, visto abaixo, fosse criado), é o espaço interno pequeno, que com ajuda dos vários cabos do computador, dificultavam a circulação de ar, levando, em alguns casos, a danos na máquina. Isso exigia grande habilidade do montador para aproveitar o espaço disponível da melhor maneira. Além disso, o conector de alimentação da fonte AT, que deve ser ligada na placa-mãe, é composta por dois plugs (cada um com seis pinos), que devem ser encaixados lado a lado, sendo que os fios de cor preta de cada um devem ficar localizados no meio (ver imagem ao lado). Caso esse cabo seja ligada numa ordem errada, a placa-mãe terá grandes chances de ser queimada.
Nas placas-mãe AT, o conector do teclado segue o padrão DIN e o mouse utiliza saída serial. Já os conectores das portas paralela e serial não são encaixados diretamente na placa. Eles ficam disponíveis num adaptador, que é ligado na parte de trás do gabinete e ligados à placa-mãe através de um cabo. No ATX, essas portas, assim como outras, são ligadas diretamente na placa-mãe, sem a necessidade de cabos.

Nos computadores atuais, há um recurso muito útil: o de desligamento automático, onde basta você desligar a máquina pelo seu sistema operacional e o equipamento se desligará sozinho. Com o padrão AT, é necessário desligar o computador pelo sistema operacional, aguardar um aviso de que o computador já pode ser desligado e clicar no botão "Power" presente na parte frontal do gabinete. Somente assim o equipamento é desligado. Isso se deve a uma limitação das fontes AT, que não foram projetadas para fazer uuso do recurso de desligamento automático.
A foto ao lado esquerdo, mostra a parte traseira de um gabinete AT. Repare no orifício do conector do teclado. Se ele fosse visto mais de perto, seu formato seria igual à ilustração à direita.



ATX
Foto da traseira de um gabinete ATXATX é a sigla para Advanced Tecnology Extendend. Pelo nome, é possível notar que trata-se do padrão AT melhorado. Um dos principais desenvolvedores do ATX foi a Intel. Como desde o início, o objetivo do ATX foi o de solucionar os problemas do padrão AT (citados anteriormente), o padrão apresenta uma série de melhoras em relação ao anterior, sendo portanto, amplamente usado atualmente. Praticamente todos os computadores novos vem baseado neste padrão.
Entre as principais características do ATX, estão o maior espaço interno, proporcionando um ventilação adequada, conectores de teclado e mouse no formato PS/2 (tratam-se de conectores menores e mais fáceis de encaixar), conectores serial e paralelo ligados diretamente na placa-mãe, sem a necessidade de cabos, melhor posicionamento do processador, evitando que o mesmo impeça a instalação de placas de expansão por falta de espaço.
Quanto a fonte de alimentação, também houve melhoras significativas. A começar pelo conector de energia ligado à placa-mãe. Ao contrário do padrão AT, nele não é possível encaixar o plug de forma invertida. Cada "furo" do conector possue um formato, que impede o encaixamento errado. A imagem abaixo mostra este plug.

Conector de energia ATX
A fonte ATX ainda oferece um recurso muito útil: o de desligamento automático. Assim, basta executar os procedimentos de desligamento no sistema operacional e o computador será inteiramente desligado, sem a necessidade de apertar o botão Power, presente na frente do gabinete. Em outras palavras, é possível desligar o computador por meio de software.
A imagem a seguir mostra o encaixe da placa-mãe, onde o conector da fonte ATX deve ser encaixado.

Encaixe para fonte de alimentação na placa-mãe

Quanto aos conectores, os fabricantes de placa-mãe adotaram um
esquema de cores para cada tipo. Assim, os dispositivos que fazem uso de determinadas portas, possuem seus conectores na mesma cor delas (as primeiras placas-mãe não usavam este esquema). Observe a foto abaixo e veja as cores. Repare também que não há cabos ligando os conectores à placa-mãe. Tais encaixes estão acoplados diretamente na peça.


Conectores de placa-mãe ATX
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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Barramentos: ISA, AGP, PCI, PCI Express, AMR e outros
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Barramentos: ISA, AGP, PCI, PCI Express, AMR e outros


Introdução


Barramentos (ou, em inglês, bus) são, em poucas palavras, padrões de comunicação utilizados em computadores para a interconexão dos mais variados dispositivos. Neste artigo, você conhecerá algumas características dos principais barramentos presentes nos PCs, comoISAAGPPCIPCI Express e AMR. Note que muitos desses padrões já não são utilizados em computadores novos, mesmo assim, conhecê-los é importante.
Antes de começarmos, é importante você saber que, no decorrer deste texto, o InfoWester utilizará com certa freqüência a palavra slot. Esse termo faz referência aos encaixes físicos de cada barramento para a conexão de dispositivos (placas de vídeo, placas de rede, etc). Em geral, cada barramento possui um tipo de slot diferente.

Barramento ISA (Industry Standard Architecture)

O barramento ISA é um padrão não mais utilizado, sendo encontrado apenas em computadores antigos. Seu aparecimento se deu na época do IBM PC e essa primeira versão trabalha com transferência de 8 bits por vez e clock de 8,33 MHz (na verdade, antes do surgimento do IBM PC-XT, essa valor era de 4,77 MHz).
Na época do surgimento do processador 286, o barramento ISA ganhou uma versão capaz de trabalhar com 16 bits. Dispositivos anteriores que trabalhavam com 8 bits funcionavam normalmente em slots com o padrão de 16 bits, mas o contrário não era possível, isto é, de dispositivos ISA de 16 bits trabalharem com slots de 8 bits, mesmo porque os encaixes ISA de 16 bits tinham uma extensão que os tornavam maiores que os de 8 bits, conforme indica a imagem abaixo:

Slots ISA
Slots ISA


Repare na imagem acima que o slot contém uma divisão. As placas de 8 bits utilizam somente a parte maior. Como você já deve ter imaginado, as placas de 16 bits usam ambas as partes. Por conta disso, as placas-mãe da época passaram a contar apenas com slots ISA de 16 bits. Curiosamente, alguns modelos foram lançados tendo tanto slots de 8 bits quanto slots de 16 bits.
Se você está acostumado com slots mais recentes, certamente percebeu o quão grandes são os encaixes ISA. O de 16 bits, por exemplo, conta com 98 terminais. Por aí, é possível perceber que as placas de expansão da época (isto é, placas de vídeo, placas de som, placas de modem, etc) eram igualmente grandes. Apesar disso, não era difícil encontrar placas que não utilizavam todos os contatos dos slots ISA, deixando um espaço de sobra no encaixe.
Com a evolução da informática, o padrão ISA foi aos poucos perdendo espaço. A versão de 16 bits é capaz de proporcionar transferência de dados na casa dos 8 MB por segundo, mas dificilmente esse valor é alcançado, ficando em torno de 5 MB. Como essa taxa de transferência era suficiente para determinados dispositivos (placas de modem, por exemplo), por algum tempo foi possível encontrar placas-mãe que contavam tanto com slots ISA quanto com slots PCI (o padrão sucessor).

Barramento PCI (Peripheral Component Interconnect)

O barramento PCI surgiu no início de 1990 pelas mãos da Intel. Suas principais características são a capacidade de transferir dados a 32 bits e clock de 33 MHz, especificações estas que tornaram o padrão capaz de transmitir dados a uma taxa de até 132 MB por segundo. Os slots PCI são menores que os slots ISA, assim como os seus dispositivos, obviamente.
Mas, há uma outra característica que tornou o padrão PCI atraente: o recurso Bus Mastering. Em poucas palavras, trata-se de um sistema que permite a dispositivos que fazem uso do barramento ler e gravar dados direto na memória RAM, sem que o processador tenha que "parar" e interferir para tornar isso possível. Note que esse recurso não é exclusivo do barramento PCI.

Slots PCI
Slots PCI


Outra característica marcante do PCI é a sua compatibilidade com o recurso Plug and Play (PnP), algo como "plugar e usar". Com essa funcionalidade, o computador é capaz de reconhecer automaticamente os dispositivos que são conectados ao slot PCI. Atualmente, tal capacidade é trivial nos computadores, isto é, basta conectar o dispositivo, ligar o computador e esperar o sistema operacional avisar sobre o reconhecimento de um novo item para que você possa instalar os drivers adequados (isso se o sistema operacional não instalá-lo sozinho). Antigamente, os computadores não trabalhavam dessa maneira e o surgimento do recurso Plug and Play foi uma revolução nesse sentido. Além de ser utilizada em barramentos atuais, essa funcionalidade chegou a ser implementada em padrões mais antigos, inclusive no ISA.
O barramento PCI também passou por evoluções: uma versão que trabalha com 64 bits e 66 MHz foi lançada, tendo também uma extensão em seu slot. Sua taxa máxima de transferência de dados é estimada em 512 MB por segundo. Apesar disso, o padrão PCI de 64 bits nunca chegou a ser popular. Um dos motivos para isso é o fato de essa especificação gerar mais custos para os fabricantes. Além disso, a maioria dos dispositivos da época de auge do PCI não necessitava de taxas de transferência de dados maiores.

Barramento PCI-X (Peripheral Component Interconnect Extended)

Muita gente confunde o barramento PCI-X com o padrão PCI Express (mostrado mais abaixo), mas ambos são diferentes. O PCI-X nada mais é do que uma evolução do PCI de 64 bits, sendo compatível com as especificações anteriores. A versão PCI-X 1.0 é capaz de operar nas freqüêcias de 100 MHz e 133 MHz. Neste última, o padrão pode atingir a taxa de transferência de dados de 1.064 MB por segundo. O PCI-X 2.0, por sua vez, pode trabalhar também com as freqüências de 266 MHz e 533 MHz.

Slot PCI-X
Slot PCI-X

Barramento AGP (Accelerated Graphics Port)

Se antes os computadores se limitavam a exibir apenas caracteres em telas escuras, hoje eles são capazes de exibir e criar imagens em altíssima qualidade. Mas, isso tem um preço: quanto mais evoluída for uma aplicação gráfica, em geral, mais dados ela consumirá. Para lidar com o volume crescente de dados gerados pelos processadores gráficos, a Intel anunciou em meados de 1996 o padrão AGP, cujo slot serve exclusivamente às placas de vídeo.
A primeira versão do AGP (chamada de AGP 1.0) trabalha a 32 bits e tem clock de 66 MHz, o que equivale a uma taxa de transferência de dados de até 266 MB por segundo, mas na verdade, pode chegar ao valor de 532 MB por segundo. Explica-se: o AGP 1.0 pode funcionar no modo 1x ou 2x. Com 1x, um dado por pulso de clock é transferido. Com 2x, são dois dados por pulso de clock.
Em meados de 1998, a Intel lançou o AGP 2.0, cujos diferenciais estão na possibilidade de trabalhar também com o novo modo de operação 4x (oferecendo uma taxa de transferência de 1.066 MB por segundo) e alimentação elétrica de 1,5 V (o AGP 1.0 funciona com 3,3 V). Algum tempo depois surgiu o AGP 3.0, que conta com a capacidade de trabalhar com alimentação elétrica de 0,8 V e modo de operação de 8x, correspondendo a uma taxa de transferência de 2.133 MB por segundo.
Além da alta taxa de transferência de dados, o padrão AGP também oferece outras vantagens. Uma delas é o fato de sempre poder operar em sua máxima capacidade, já que não há outro dispositivo no barramento que possa, de alguma forma, interferir na comunicação entre a placa de vídeo e o processador (lembre-se que o AGP é compatível apenas com placas de vídeo). O AGP também permite que a placa de vídeo faça uso de parte da memória RAM do computador como um incremento de sua própria memória, um recurso chamado Direct Memory Execute.

Slot AGP
Slot AGP 8x (3.0)


Quanto ao slot, o AGP é ligeiramente menor que um encaixe PCI. No entanto, como há várias versões do AGP, há variações nos slots também (o que é lamentável, pois isso gera muita confusão). Essas diferenças ocorrem principalmente por causa das definições de alimentação elétrica existentes entre os dispositivos que utilizam cada versão. Há, por exemplo, um slot que funciona para o AGP 1.0, outro que funciona para o AGP 2.0, um terceiro que trabalha com todas as versões (slot universal) e assim por diante. A ilustração abaixo mostra todos os tipos de conectores:

Versões do AGP
As variações do AGP. Ilustração por Wikipedia.

Como você deve ter reparado na imagem acima, o mercado também conheceu versões especiais do AGP chamadas AGP Pro, direcionadas a placas de vídeo que consomem grande quantidade de energia.
Apesar de algumas vantagens, o padrão AGP acabou perdendo espaço e foi substituído pelo barramento PCI Express.

Barramento PCI Express

O padrão PCI Express (ou PCIe ou, ainda, PCI-EX) foi concebido pela Intel em 2004 e se destaca por substituir, ao mesmo tempo, os barramentos PCI e AGP. Isso acontece porque o PCI Express está disponível em vários segmentos: 1x, 2x, 4x, 8x e 16x (há também o de 32x, mas até o fechamento deste artigo, este não estava em uso pela indústria). Quanto maior esse número, maior é a taxa de transferência de dados. Como mostra a imagem abaixo, esse divisão também reflete no tamanho dos slots PCI Express:

Slots PCI Express 16x e 1x
Slots PCI Express 16x (branco) e 1x (preto)


O PCI Express 16x, por exemplo, é capaz de trabalhar com taxa de transferência de cerca de 4 GB por segundo, característica que o faz ser utilizado por placas de vídeo, um dos dispositivos que mais geram dados em um computador. O PCI Express 1x, mesmo sendo o mais "fraco", é capaz de alcançar uma taxa de transferência de cerca de 250 MB por segundo, um valor suficiente para boa parte dos dispositivos mais simples.
Com o lançamento do PCI Express 2.0, que aconteceu no início de 2007, as taxas de transferência da tecnologia praticamente dobraram.

Barramentos AMR, CNR e ACR

Os padrões AMR (Audio Modem Riser), CNR (Communications and Network Riser) e ACR (Advanced Communications Riser) são diferentes entre si, mas compartilham da idéia de permitir a conexão à placa-mãe de dispositivos Host Signal Processing(HSP), isto é, dispositivos cujo controle é feito pelo processador do computador. Para isso, o chipset da placa-mãe precisa ser compatível. Em geral, esses slots são usados por placas que exigem pouco processamento, como placas de som, placas de rede ou placas de modem simples.
O slot AMR foi desenvolvido para ser usado especialmente para funções de modem e áudio. Seu projeto foi liderado pela Intel. Para ser usado, o chipset da placa-mãe precisava contar com os circuitos AC'97 e MC'97 (áudio e modem, respectivamente). Se comparado aos padrões vistos até agora, o slot AMR é muito pequeno:

Slot AMR
Slot AMR



O padrão CNR, por sua vez, surgiu praticamente como um substituto do AMR e também tem a Intel como principal nome no seu desenvolvimento. Ambos são, na verdade, muito parecidos, inclusive nos slots. O principal diferencial do CNR é o suporte a recursos de rede, além dos de áudio e modem.
Em relação ao ACR, trata-se de um padrão cujo desenvolvimento tem como principal nome a AMD. Seu foco principal são as comunicações de rede e USB. Esse tipo foi por algum tempo comum de ser encontrado em placas-mãe da Asus e seu slot é extremamente parecido com um encaixe PCI, com a diferença de ser posicionado de forma contrária na placa-mãe, ou seja, é uma espécie de "PCI invertido".

Outros barramentos

Os barramentos mencionados neste texto foram ou são bastante utilizados pela indústria, mas há vários padrões que, por razões diversas, tiveram aceitação mais limitada no mercado. É o caso, por exemplo, dos barramentos VESA, MCA e EISA:
VESA: também chamado de VLB (VESA Local Bus), esse padrão foi estabelecido pela Video Electronics Standards Association (daí a sigla VESA) e funciona, fisicamente, como uma extensão do padrão ISA (há um encaixe adicional após um slot ISA nas placas-mãe compatíveis com o padrão). O VLB pode trabalhar a 32 bits e com a freqüência do barramento externo do processador (na época, o padrão era de 33 MHz), fazendo com que sua taxa de transferência de dados pudesse alcançar até 132 MB por segundo. Apesar disso, a tecnologia não durou muito tempo, principalmente com a chegada do barramento PCI;
MCA: sigla para Micro Channel Architecture, o MCA foi idealizado pela IBM para ser o substituto do padrão ISA. Essa tecnologia trabalha à taxa de 32 bits e à freqüência de 10 MHz, além de ser compatível como recursos como Plug and Play eBus Mastering. Um dos empecilhos que contribuiu para a não popularização do MCA foi o fato de este ser um barramento proprietário, isto é, pertencente à IBM. Por conta disso, empresas interessadas na tecnologia tinham que pagar royaltiespara inserí-la em seus produtos, idéia essa que, obviamente, não foi bem recebida;
EISA: sigla de Extended Industry Standard Architecture, o EISA é, conforme o nome indica, um barramento compatível com a tecnologia ISA. Por conta disso, pode operar a 32 bits, mas mantém sua freqüência em 8,33 MHz (a mesma do ISA). Seu slot é praticamente idêntico ao do padrão ISA, no entanto, é mais alto, já que utiliza duas linhas de contatos: a primeira é destinada aos dispositivos ISA, enquanto que a segunda serve aos dispositivos de 32 bits.

Finalizando


conexão de dispositivos diretamente na placa-mãe, através de slots específicos. No entanto, há outras tecnologias com finalidades semelhantes, como o SATA, além daquelas que permitem a conexão de um dispositivo sem a necessidade de abertura do computador, como o USB, o FireWire e o Bluetooth (este último, sem fio). 
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Placa-mãe - Principais características
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Placa-mãe - Principais características


Introdução
Também conhecida como "motherboard" ou "mainboard", a placa-mãe é, basicamente, a responsável pela interconexão de todas as peças que formam o computador. O HD, a memória, o teclado, o mouse, a placa de vídeo, enfim, praticamente todos os dispositivos, precisam ser conectados à placa-mãe para formar o computador. Este artigo mostrará as características desse item tão importante.


Visão geral das placas-mãe
As placas-mãe são desenvolvidas de forma que seja possível conectar todos os dispositivos quem compõem o computador. Para isso, elas oferecem conexões para o processador, para a memória RAM, para o HD, para os dispositivos de entrada e saída, entre outros.
A foto a seguir exibe uma placa-mãe. Trata-se de um modelo Soyo SY-KT880 Dragon 2. As letras apontam para os principais itens do produto, que são explicados nos próximos parágrafos. Cada placa-mãe possui características distintas, mas todas devem possibilitar a conexão dos dispositivos que serão citados no decorrer deste texto.


Foto de uma placa-mãe Soyo SY-KT880 Dragon 2


Item A - processador


item A mostra o local onde o processador deve ser conectado. Também conhecido como socket, esse encaixe não serve para qualquer processador, mas sim para um modelo (ou para modelos) específico. Cada tipo de processador tem características que o diferenciam de outros modelos. Essas diferenças consistem na capacidade de processamento, na quantidade de memória cache, na tecnologia de fabricação usada, no consumo de energia, na quantidade de terminais (as "perninhas") que o processador tem, entre outros. Assim sendo, a placa-mãe deve ser desenvolvida para aceitar determinados processadores. A motherboard vista acima, por exemplo, é compatível com os processadores Duron, Athlon XP e Sempron (todos da fabricante AMD) que utilizam a forma de conexão conhecida por "Socket A". Assim sendo, processadores que utilizam outros sockets, como o Intel Pentium 4 ou o AMD Athlon 64 não se conectam a esta placa.
Por isso, na aquisição de um computador, deve-se escolher primeiro o processador e, em seguida, verificar quais as placas-mãe que são compatíveis. À medida que novos processadores vão sendo lançados, novos sockets vão surgindo.
É importante frisar que, mesmo quando um processador utiliza um determinado socket, ele pode não ser compatível com a placa-mãe relacionada. Isso porque o chip pode ter uma capacidade de processamento acima da suportada pela motherboard. Por isso, essa questão também deve ser verificada no momento da montagem de um computador.


Item B - Memória RAM
item B mostra os encaixes existentes para a memória RAM. Esse conector varia conforme o tipo. As placas-mãe mais antigas usavam o tipo de memória popularmente conhecido como SDRAM. No entanto, o padrão mais usado atualmente é o DDR (Double Data Rate), que também recebe a denominação de SDRAM II (termo pouco usado). A placa-mãe da imagem acima possui duas conexões (ou slots) para encaixe de memórias DDR.
As memórias também trabalham em velocidades diferentes, mesmo quando são do mesmo tipo. A placa-mãe mostrada acima aceita memórias DDR que trabalham a 266 MHz, 333 MHz e 400 MHz. Supondo que a motherboard só aceitasse velocidades de até 333 MHz, um pente de memória DDR que funciona a 400 MHz só trabalharia a 333 MHz nessa placa, o máximo suportado.
Em relação à capacidade, as memórias mais antigas ofereciam 4 MB, 8 MB, 16 MB, 32 MB, 64 MB, etc. Hoje, já é possível encontrar memórias que vão de 128 MB a 1 GB de capacidade. Enquanto você lê este texto, pode ser que o limite atual já esteja maior.

Item C - Slots de expansão
Para que seja possível conectar placas que adicionam funções ao computador, é necessário fazer uso de slots de expansão. Esses conectores permitem a conexão de vários tipos de dispositivos. Placas de vídeo, placas de som, placas de redes, modems, etc, são conectados nesses encaixes. Os tipos de slots mais conhecidos atualmente são o PCI (PeripheralComponent Interconnect) - item C1 -, o AGP (Accelerated Graphics Port) - item C2 -, o CNR (Communications NetworkRiser) - item C3 - e o PCI Express (PCI-E). As placas-mãe mais antigas apresentavam ainda o slot ISA (Industry StandardArchitecture).
A placa-mãe vista acima possui um slot AGP (usado exclusivamente por placas de vídeo), um slot CNR (usado para modems) e cinco slots PCI (usados por placas de rede, placas de som, modems PCI, etc). A tendência atual é que tanto o slot AGP quanto o slot PCI sejam substituídos pelo padrão PCI Express, que oferece mais recursos e possibilidades.


Item D - Plug de alimentação
item D mostra o local onde deve-se encaixar o cabo da fonte que leva energia elétrica à placa-mãe. Para isso, tanto a placa-mãe como a fonte de alimentação devem ser do mesmo tipo. Existem, atualmente, dois padrões para isso: o ATX e o AT (este último saiu de linha, mas ainda é utilizado). A placa-mãe da foto usa o padrão ATX. É importante frisar que a placa-mãe sozinha consegue alimentar o processador, as memórias e a grande maioria dos dispositivos encaixados nos slots. No entanto, HDs, unidades de CD e DVD, drive de disquete e cooler (um tipo de ventilador acoplado ao processador que serve para manter sua temperatura em limites aceitáveis de uso) devem receber conectores individuais de energia.


Item E - Conectores IDE e drive de disquete
item E2 mostra as entradas padrão IDE (Intergrated Drive Electronics) onde devem ser encaixados os cabos que ligam HDs e unidades de CD/DVD à placa-mãe. Esses cabos, chamados de "flat cables", podem ser de 40 vias ou 80 vias (grossamente falando, cada via seria um "fiozinho"), sendo este último mais eficiente. Cada cabo pode suportar até dois HDs ou unidades de CD/DVD, totalizando até quatro dispositivos nas entradas IDE. Note também que E1 aponta para o conector onde deve ser encaixado o cabo que liga o drive de disquete à motherboard.
Existe também, um tipo de HD que não segue o padrão IDE, mas sim o SATA (Serial ATA), como mostra a figura a seguir.


Foto de encaixes para HDs SATA

Item F - BIOS e bateria
item F2 aponta para o chip Flash-ROM e o F1, para a bateria que o alimenta. Esse chip contém um pequeno software chamado BIOS (Basic Input Output System), que é responsável por controlar o uso do hardware do computador e manter as informações relativas à hora e data. Cabe ao BIOS, por exemplo, emitir uma mensagem de erro quando o teclado não está conectado. Na verdade, quando isso ocorre, o BIOS está trabalhando em conjunto com o Post, um software que testa os componentes de hardware após o computador ser ligado.
Através de uma interface denominada Setup, também presente na Flash-ROM, é possível alterar configurações de hardware, como velocidade do processador, detecção de discos rígidos, desativação de portas USB, etc.
Como mostra a imagem abaixo, placas-mãe antigas usavam um chip maior para o BIOS.


Foto de um chip de BIOS


Item G - Conectores de teclado, mouse, USB, impressora e outros
item G aponta para a parte onde ficam localizadas as entradas para a conexão do mouse (tanto serial, quanto PS/2), teclado, portas USB, porta paralela (usada principalmente por impressoras), além de outros que são disponibilizados conforme o modelo da placa-mãe. Esses itens ficam posicionados de forma que, quando a motherboard for instalada em um gabinete, tais entradas fiquem imediatamente acessíveis pela parte traseira deste. A imagem abaixo mostra um outro modelo de placa-mãe da Soyo, a SY-P4VGM, desenvolvida para o processador Intel Pentium 4, que exibe esses conectores através de outro ângulo:


Em destaque: conectores de dispositivos entrada e saída


A disposição de entradas vista acima é semelhante em toda placa-mãe que segue o padrão ATX. No antigo padrão AT, esse posicionamento é de outra forma e alguns conectores são diferentes.


H - Furos de encaixe
Para evitar danos, a placa-mãe deve ser devidamente presa ao gabinete. Isso é feito através de furos (item H) que permitem o encaixe de espaçadores e parafusos. Para isso, é necessário que a placa-mãe seja do mesmo padrão do gabinete. Se este for AT, a placa-mãe deverá também ser AT. Se for ATX (o padrão atual), a motherboard também deverá ser, do contrário o posicionamento dos locais de encaixe serão diferentes para a placa-mãe e para o gabinete.


I - Chipset
O chipset é um chip responsável pelo controle de uma série de itens da placa-mãe, como acesso à memória, barramentos e outros. Principalmente nas placas-mãe atuais, é bastante comum que existam dois chips para esses controles: Ponte Sul (I1) e Ponte Norte (I2):


Ponte Sul (South Bridge): este geralmente é responsável pelo controle de dispositivos de entrada e saída, como as interfaces IDE ou SATA. Placas-mãe que possuem som onboard (visto adiante), podem incluir o controle desse dispositivo também na Ponte Sul;


Ponte Norte (North Bridge): este chip faz um trabalho "mais pesado" e, por isso, geralmente requer um dissipador de calor para não esquentar muito. Repare que na foto da placa-mãe em que esse chip é apontado, ele, na verdade, está debaixo de uma estrutura metálica. Essa peça é dissipador. Cabe à Ponte Norte as tarefas de controle do FSB (Front SideBus - velocidade na qual o processador se comunica com a memória e com componentes da placa-mãe), da freqüência de operação da memória, do barramento AGP, etc.
Os chipsets não são desenvolvidos pelas fabricantes das placas-mãe e sim por empresas como VIA Technologies, SiS e Intel (esta é uma exceção, já que fabrica motherboards também). Assim sendo, é comum encontrar um mesmo chipset em modelos concorrentes de placa-mãe.


Placas-mãe onboard
"Onboard" é o termo empregado para distinguir placas-mãe que possuem um ou mais dispositivos de expansão integrados. Por exemplo, há modelos que têm placa de vídeo, placa de som, modem ou placa de rede na própria placa-mãe. A motherboard estudada neste artigo possui placa de som (C-Media CMI9761A 6-channel) e placa de rede (VIA VT6103 10/100 Mbps Ethernet) integradas, ou melhor, onboard. Por esta razão, os conectores desses dispositivos ficam juntos às entradas mostradas no item G, visto anteriormente.


A vantagem de se utilizar modelos onboard é a redução de custo do computador, uma vez que deixa-se de comprar determinados dispositivos porque estes já estão incluídos na placa-mãe. No entanto, é necessário ter cuidado: quanto mais itens onboard uma placa-mãe tiver, mais o desempenho do computador será comprometido. Isso porque o processador acaba tendo que executar as tarefas dos dispositivos integrados. Na maioria dos casos, placas de som e rede onboard não influenciam significantemente no desempenho, mas placas de vídeo e modems sim.
As placas de vídeo, mesmo os modelos mais simples, possuem um chip gráfico que é responsável pela geração de imagens. Este, por sua vez, requer memória para tal, principalmente quando trata imagens em 3D. Uma placa de vídeo onboard, mesmo quando acompanhada de um chip gráfico integrado, acaba "tomando atenção" do processador, além de usar parte da memória RAM.

Finalizando

Se um computador é comprado para uso em uma loja ou em alguma aplicação que não requer muito desempenho, a compra de um computador com placa-mãe onboard pode ser viável. No entanto, quem deseja uma máquina para jogos e aplicações mais pesadas deve pensar seriamente em adquirir uma placa-mãe "offboard", isto é, com nenhum item integrado, ou no máximo, com placa de som ou rede onboard.


Existe uma série de empresas que fabricam placas-mãe. As marcas mais conhecidas são: Asus, Abit, Gigabyte, Soyo, PC Chips, MSI, Intel e ECS. Apesar da maioria dessas fabricantes disponibilizarem bons produtos, é recomendável pesquisar sobre um modelo de seu interesse para conhecer suasvantagens e desvantagens. Para isso, basta digitar o nome do modelo em sites de busca. Geralmente, o resultado mostra fóruns de discussão onde os participantes debatem sobre a placa-mãe em questão. A pesquisa vale a pena, afinal, a placa-mãe é um item de importância extrema ao computador.
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O que é um chipset? E para que ele serve?
È de Graça Uai !

O que é um chipset? E para que ele serve?


Caro leitores  gostaria de explicar  para vocês  um outro elemento de um computador que influencia no desempenho do seu computador, o tal do chipset. Se você não sabe o que é um chipset, não quer ser bombardeado de informações técnicas mas gostaria de entender um pouco como as coisas se juntam dentro do PC, boa leitura.
Se você já teve a curiosidade de abrir um computador, deve ter tomado um susto. Tem um monte de cabos, fios e uma placa grande onde tudo se conecta. Esta placa grande é chamada de placa mãe. Esta placa irá receber o processador, a memória, eventuais placas de expansão, etc. É nela também que os dados circulam quando os programas estão sendo executados. Dentro desta estrutura há dois elementos que são responsáveis por determinar a que velocidade os dados irão se mover dentro da placa e quais são os dispositivos que poderão ser conectados à placa. Estes dois componentes formam o que chamamos de chipset. Pode ser surpresa para algumas pessoas o fato de eu dizer que o chipset se refere a um par de componentes e não somente um elemento. Estes dois elementos são chamados de Ponte Norte e Ponte Sul. Como tenho feito nos últimos artigos, estarei usando analogias para explicar a função do chipset. Não entrarei em detalhes técnicos de como o componente funciona. Além disso, não irei incluir tecnologias muito antigas nos exemplos que venha a mencionar, para facilitar o processo de explicação. Para explicar os componentes, vamos fazer de contas que estamos montando uma placa mãe imaginária, do zero. Para isso, vamos pegar um retângulo, que será à base da placa. Coloque neste retângulo dois quadrados, um mais acima e outro mais embaixo. Eles representarão os elementos do nosso chipset. O elemento do chipset que fica na parte de cima terá o nome de Ponte Norte (North Bridge) e o da parte de baixo terá o nome de Ponte Sul (South Bridge). Estes dois pontos estarão conectados entre si por um barramento (linhas que permitem a transmissão de sinal elétrico) que permite aos dados se mover entre as duas Pontes. Associado a todo barramento há uma métrica, comunicada em MHz (Megahertz) ou GHz (Gigahertz). Quanto maior este número (sabendo que 1 Gigahertz é igual a 1000 Mhz), maior a quantidade de dados que passar por ele em um determinado periodo de tempo (geralmente o segundo). Imagine o barramento como uma grande estrada e que o número associado a ela irá dizer quantos carros por segundo conseguem trafegar nesta estrada. Veja a figura abaixo:
figura1.JPG
Como o grande produto da Intel são os processadores para computadores, vamos localizá-lo primeiro na nossa placa virtual. O processador se conecta ao chipset pela Ponte Norte, através do chamado Barramento Frontal, ou FSB (Front Side Bus). O FSB pode transportar diferentes quantidades de dados por segundo. Os valores mais comuns nos equipamentos de hoje são: 533 Mhz, 800 Mhz, 1066 Mhz (ou 1.06 Ghz), etc. Quanto maior este número, maior a quantidade de dados sendo movimentada por segundo. Tanto o processador quanto o componente do chipset na Ponte Norte devem ter sido feitos para trabalhar com a mesma quantidade de dados a ser transmitido. Como saber qual o tamanho do FSB em um computador? A Intel pede aos fabricantes de PCs que ao descrever qual é o processador que está dentro de um computador seja dito qual o FSB que ele trabalha. Exemplo: processador Core™ 2 Duo E6400 (Clock de 2.13 Ghz, FSB 1066 Mhz, Cache L2 de 2 MB). Este é um exemplo de descritivo. Agora, você já sabe ler e entender o que isso significa. Veja como está o desenho da nossa placa.
figura2.JPG
Vamos continuar colocando componentes que se conectam à Ponte Norte. Vamos agora posicionar a memória. Os pentes de memória (placas que contém os chips de memória) são colocados na placa mãe em conectores chamados de slots de memória. Estes slots são conectados à Ponte Norte por um ou dois barramentos. Quando a conexão for feita por um barramento, dizemos que o computador trabalha com Single Channel (Canal Único). Da outra forma, dizemos que o computador trabalha com Dual Channel (Canal Duplo). Como a configuração de memória com Canal Duplo se mostrou mais eficiente e fornecendo o melhor desempenho, é raro encontrar um computador que venha hoje com a configuração de Single Channel. DICA: quando se trabalha com configuração em Canal Duplo, deve-se utilizar pelo menos 2 pentes de memória. Sem isso, não se obtém o melhor desempenho deste design. Os maiores fabricantes de computadores já fazem isso. Se você for montar o seu computador, consulte os manuais para ver onde colocar os seus pentes de memória. Para terminar este assunto, dentro da Ponte Norte existe um componente que controla o acesso dos dados que ficam armazenados nos pentes de memória. O nome deste componente é difícil de ser lembrado, mas vale à pena escrever: é Controlador de Memória !!
figura3.JPG
Vamos agora colocar o video. Para que você veja as imagens bonitas na sua tela, existe um processador especial para o video, chamado de Controlador de Video. Este controlador utiliza memória para mostrar o que você vê na tela. Esta memória é chamada de memória de video. O controlador e a memória de video se organizam de 2 formas:Video OnBoard: Aqui, o controlador de video está dentro da Ponte Norte. A memória que ele irá utilizar é a mesma memória que descrevemos anteriormente. O que acontece é que o sistema reserva uma porção da memória principal para que ela seja utilizada como video. Video OffBoard: neste caso, será necessário comprar uma placa de video e conectá-la à placa mãe. A conexão ocorre em um slot e a comunicação entre o slot e a Ponte Norte se dá por um barramento. Existem dois tipos de conexões mais famosas (que definem o slot e o tipo de barramento a ser usado), o AGP e o PCI-X, ou PCI Express. Atualmente, as pessoas que decidem ter uma placa de video externa optam pelo padrão PCI Express. Isso porque o barramento de comunicação do PCI Express é mais rápido. Com isso, as imagens de video serão geradas mais rapidamente e com maior qualidade. A memória de video fica dentro da própria placa de video externa. A maioria das placas permite que você decida quanta memória irá querer. Abaixo temos a figura da nossa placa com a memória e o video.
figura4.JPG
Resumo da Ponte Norte:os elementos principais que são conectados à Ponte Norte foram apresentados. Ao revisar, observa-se que os principais componentes do computador estão conectados lá: processador, memória e video. Lembra que no início deste texto eu disse que alguns poderiam se surpreender com o fato do chipset definir 2 componentes e não 1? Pois é. A Ponte Norte é tão importante que costumamos chamar o chipset pelo nome da Ponte Norte. Mas, quais são estes nomes? Veja a tabela logo abaixo com alguns chipsets da familia anterior e da atual. Se quiser ter mais informações sobre chipsets, com a descrição das funcionalidades, dê uma olhada em http://www.intel.com/portugues/products/chipsets/index.htm?iid=por+homepage+chipsets.
tabela.JPG
Escolher um chipset que utilize o maior valor de FSB e a melhor tecnologia de memória contribui para o melhor desempenho do computador. Às vezes, compra-se um processador de grande desempenho e coloca-o com um chipset que força o processador a trabalhar com um FSB na menor taxa de transferência de dados. Isso fará com que menos dados / instruções cheguem e saiam do processador, fazendo com que ele fique ocioso. É por isso que, em alguns casos, apesar de um processador potente, o computador pode ficar lento.
Vamos falar um pouco da Ponte Sul e terminar o nosso desenho da placa-mãe. A Ponte Sul é responsável por “fazer o meio de campo” entre a Ponte Norte e dispositivos de entrada e saída (para fora do computador) de dados e/ou de armazenamento. Será a Ponte Sul quem irá definir quais são os tipos de conexões que o computador irá suportar e o tipo de Disco Duro (Hard Disk). Vamos lá para o desenho dos componentes da Parte Sul. Um dos itens que a maioria das pessoas procura nos computadores de hoje são as chamadas portas USB. Elas permitem a conexão simples e rápida de equipamentos como impressores, câmeras, filmadoras, scanners, etc ao seu computador. Do lado de fora do computador, nós enxergamos o terminal da conexão USB, onde o equipamento será conectado. Esta terminação está conectada à Ponte Sul por um barramento (olha ele aqui de novo). O padrão USB está hoje na versão 2.0, que permite a transferência de até 480 Mbps (Megabits por segundo – Se não sabe o que isso significa, não se preocupe. Só tente comparar este valor com outros que apresentarei e tenha em mente que quanto maior, melhor). Por isso que vocês irão encontrar na descrição do equipamento que ele possui X portas USB 2.0. Outros elementos que se conectam à Ponte Sul são os famosos slots PCI. Estes slots permitem que outras placas, tais como placas de som, placas de capture de TV, etc se conectem no seu computador. Para colocar estas placas, geralmente, você terá que abrir o seu desktop. Os slots PCI também se conectam à Ponte Sul através de um barramento. Um outro tipo de slot, para conexão de placas, é chamado de PCI-Express. É o mesmo tipo de slot usado para conectar placas de videos ao PC. O motivo de termos a placa de video conectada à Ponte Norte, ao invés da sul, é para que ela fique mais próxima do processador, causando um maior desempenho na exibição de imagens. Veja a figura abaixo com as nossas conexões.
figura5.JPG
Muitas placas mãe possuem hoje os recursos de som implementados onboard, ou seja, sem a necessidade de conectar uma placa externa ao PC. Os componentes de audio também se conectam à Ponte Sul. O último elemento, que aparece em todos os computadores, e é super importante, é o Disco Duro (ou Hard Disk, HD). Ele também se conecta à Ponte Sul. Hoje, a maioria dos componentes sul do chipset suporta mais de um disco duro. Isso é super importante para termos a possibilidade de armazenar um conjunto muito grande de dados, como músicas e filmes digitais. O tipo de conexão mais comum para os HDs, hoje em dia, e o de melhor velocidade, é o padrão Serial ATA. Sempre vale à pena verificar se o computador que você está comprando tem o HD Serial ATA. O padrão anterior, que ainda aparece em alguns computadores, era chamado de IDE. Abaixo temos a figura final da nossa placa-mãe virtual.
figura6.JPG
Espero que tenham entendido como tudo se conectam dentro do computador e a importância que o chipset tem. Todos os dados sendo trabalhados pelo computador passam e são orquestrados pelo chipset. Toda vez que você comprar uma placa-mãe (se você decidir montar um PC), pergunte qual é o chipset sendo usado. Se for um chipset Intel, você pode ir ao site e verificar se ele é recomendado para um PC de baixo custo, mainstream ou alto desempenho. Aí, basta colocar um processador que caia nesta categoria para poder ter um computador no desempenho apropriado.
Abraços e até a próxima. 
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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Curso Montagem de Computador Completo
È de Graça Uai !

Curso Montagem de Computador Completo

Montando um PC
Antes de começar
Antes de começar a desmontar uma máquina, é preciso tomar alguns cuidados, como saber identificar corretamente todos os componentes internos do computador, saber quais ferramentas utilizar, como manusear as peças, etc.

Reconhecendo as peças


Após ter aprendido inúmeras dicas a respeito de montagem e manutenção de computadores com a série de artigos “Manutenção de PCs”, e ter se transformado em praticamente um expert em montagem de computadores, chegou a hora de você aumentar ainda mais o seu conhecimento. E que tal fazer isso conhecendo os inúmeros componentes já criados?
Isso serve também para usuários experientes, pois se você  se deparou com alguma peça de hardware e não sabia qual era, não se preocupe, um dia isso acontece. É muito comum, até mesmo para pessoas mais experientes no ramo, encontrar peças que não haviam sido vistas até então, ou ainda, peças antigas, e que nem eram mais lembradas de sua existência.
Este artigo fará uma abordagem geral dos inúmeros componentes de hardware que existem  — e até mesmo dos obsoletos — mostrando a você de uma maneira rápida e prática as diferenças visuais entre os diversos componentes no mundo da informática. Antes de começar a ler o artigo, você já pode conferir como ficou o trabalho:
Antes de começar a falar dos detalhes, queremos fazer os nossos mais sinceros agradecimentos a sonic84, quem nos permitiu a utilização de algumas imagens do trabalho dele, o qual pode ser encontrado neste link. Se não fosse pela gentileza dele, algumas imagens não estariam presentes. Portanto, muito obrigado, sonic84! Thank you! :)

No quadro abaixo você  observa as memórias RAM, desde as primordiais DIPP  — as quais, até não muito tempo atrás, eram utilizadas nas BIOS — até as mais atuais DDR3. Na mesma imagem, mas em um quadro separado, você pode ver as memórias Rambus, começando pelo espaçador CRIMM, o qual, no início, com as RDRAM de 184 pinos, era necessário para cada pente novo que fosse adicionado ao computador, e encerra-se com a também mais recente XDR.
Neste outro, você confere as diferentes memórias existentes para notebooks/laptops:



Na imagem que segue você  confere os discos rígidos. Começando pelos discos voltados para notebook/laptop, os discos de 1.8”, chegando até os SATA. Em seguida, você vê os famosos discos SCSI, e finalizando com os novos discos SSD (Solid-State Drive).





Nesta outra gravura, você  confere os diferentes modelos de sockets, os quais estão divididos de acordo com o fabricante, além de, em alguns casos, também existir uma sub-categoria com pinagens que eram exclusivas para notebooks/laptops ou servidores.
Observe que no início os arqui-rivais AMD e Intel utilizavam o mesmo socket, pois na época eles ainda não eram proprietários. Note também que alguns Sockets da Intel são utilizados também pela Apple, e que os Sockets para da AMD voltados para servidores também são usados em desktops.



Aqui estão listados os slots para você ver quais placas externas são suportadas pela sua placa-mãe, tais como as placas de vídeo, placas de som e outras. Vamos desde os modelos PCI, passando pelo AGP e terminando no PCI-Express, padrão atual para as placas de vídeo mais modernas, por exemplo.


Na sequência, as placas que podem ser encaixadas nos slots das placas-mãe, que possuem modelos diferentes, ampliando a velocidade de transmissão de dados. Vamos a elas:


Logo abaixo você confere os diferentes conectores externos existentes. Os conectores de áudio e vídeo foram separados dos demais, pois são uma categoria grande. Nas demais, você observa os conectores que são (e alguns que eram) utilizados para teclado, mouse, impressoras, redes, etc.


Confira abaixo quais são os principais conectores de energia. Começando pelos conectores Molex, os famosos conectores utilizados em HDs e drives de CD/DVD IDE, seguindo pelos quase extintos conectores de energia para disquete, e seguindo com os conectores para HDs e drives SATA. Após isso, você vê uma série de conectores de placa mãe, os quais caracterizavam as fontes. E por fim, conectores um pouco mais atuais, utilizados em placas mãe (EPS) e placas de vídeo.



Com a crescente evolução da qualidade de imagem, surgiram novos conectores, tais como o DVI e o HDMI. Porém, nem sempre é possível adquirir novos periféricos, de modo que o jeito é utilizar adaptadores. Confira os principais adaptadores a seguir:




E para finalizar: cartões de memória. Apesar de não serem considerados periféricos ou peças de hardware, eles são muito atrelados aos computadores, uma vez que os dados neles existentes têm como destino (geralmente) o HD do computador. Abaixo você confere quais são os cartões de memória existentes. Ao lado dos nomes, você observa as siglas utilizadas para cada um.



Ferramentas necessárias


Se você tem interesse na parte de hardware, montagem de computadores e todos os assuntos ligados à área mais técnica do mundo da informática, não pode perder uma linha sequer deste artigo. Em complemento à série “Manutenção de PCs” que o Baixaki vem produzindo, falaremos aqui, das ferramentas que você vai precisar para poder montar o seu computador. Aqui você fica sabendo quais são as chaves, parafusos, alicates e todo o resto que não pode faltar na sua maleta de ferramentas.

Algumas destas ferramentas são fáceis de encontrar em qualquer lugar. Porém, algumas outras já são um pouco mais complicadas. Por isso, procure em lojas especializadas em computadores ou lojas de artigos multiuso. Os preços podem variar de acordo com a região do país em que você está, logo não podemos apresentar estimativas muito exatas. Pode até ser que algumas destas que compõem a lista já estejam na sua casa. Basta verificar!

Chaves de fenda
Como todos sabem, computadores possuem parafusos – vários, aliás. Portanto, um tipo de ferramenta que não pode faltar de jeito nenhum no seu kit de manutenção é a Chave de Fenda. Como existem dois tipos de parafuso, existem também, dois tipos de chave. Para os parafusos comuns (com apenas uma fenda) use a chave de ponta comum. Entretanto, a maioria dos parafusos do computador possui uma “estrela”, “cruz” ou qualquer outro nome que você queira chamar. O nome correto  para este tipo de padrão é “Ponta Cruzada” ou “Phillips”.
Chave de fenda
Chave Phillips




Dica:
Se for possível, adquira as chaves que tenham pontas imantadas. Ou seja, que possuem uma camada de ímã na ponta. Assim, você consegue evitar que os parafusos caiam na sua placa-mãe.

Alicate

Assim como as Chaves de Fenda, outro tipo de ferramenta que não pode faltar são os Alicates. Recomendamos que você tenha um bom alicate como o da imagem. Com esta ferramenta, você pode realizar tarefas que vão desde pressionar objetos, pinçar parafusos ou até mesmo cortar fios. Entretanto, não encorajamos interferir na parte elétrica do computador.
Por ter o bico mais estreito que os outros alicates, este modelo é indicado para situações em que é preciso pegar objetos pequenos ou pressionar algum cabo ou outro material qualquer. Ele também possui uma região própria para cortes, apesar de não ser a principal função dele.

Dica: Tente não forçar muito o alicate nas peças mais delicadas. Use-o com calma e firmeza.

Peças pequenas

Rosca de base
A rosca de base se assemelha muito aos parafusos comuns, mas possui uma característica que a difere totalmente destas outras peças. A cabeça da rosca de base, como o nome já diz, é uma base para a entrada de outro parafuso. Por isso, ela deve ser colocada nos furos do gabinete para acoplar antes da metade inferior da Base de Suporte com Trava. Nunca prenda a sua placa-mãe com peças de metal sem isolamento, isto pode fazer com que ela queime ou fique seriamente danificada.

Mica

Como sabemos que a placa-mãe não pode entrar em contato com componentes metálicos sem isolamento, o uso da Mica é indispensável na montagem do seu computador. As extremidades da placa-mãe são presas pela Base de Suporte com Trava, contudo, existem outros furos na placa que precisam ser preenchidos para que ela não se mova de maneira alguma. Coloque a Mica no parafuso antes de prendê-lo à placa-mãe.

Dica:
Em hipótese alguma esqueça de colocar a Mica nos parafusos que irão prender a placa-mãe.

Parafuso de Rosca Grossa

Existem dois tipos de Parafusos de Rosca Grossa, os de uso interno e os de uso externo. Normalmente, não se costuma misturar estes dois tipos justamente por desempenharem funções específicas. Os de uso externo prendem as tampas do gabinete e normalmente estão em pequena quantidade se comparados aos de uso interno. Para prender drives, placa-mãe e outros dispositivos, pode ser necessário utilizar Parafusos de Rosca Grossa, mas esta é uma situação incomum.

Parafuso de Rosca Fina

É um dos componentes que você vai precisar ter em grande quantidade. Boa parte dos dispositivos como discos rígidos, drives de CD, DVD e até mesmo disquetes precisam ser presos por Parafusos de Rosca Fina.

Base de Suporte com Trava
Por último e não menos importante, a Base de Suporte com Trava é essencial para garantir que a sua placa-mãe não irá queimar. Ela é dividida em duas partes, sendo que a inferior deve ser encaixada na Rosca de Base. Entretanto, o uso deste tipo de material tem sido deixado para trás porque muitos gabinetes já vêm com um encaixe pronto para as placas mães.
Dica: Não use este componente em todos os furos da sua placa-mãe, isto pode prejudicar a fixação da placa no seu gabinete.

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Entretanto, não é só das ferramentas que você vai precisar para montar o seu computador. Existem muitos outros componentes para serem montados e que sem eles, não é possível existir computador algum.

Gabinete

É a “casca” onde você irá fixar a placa-mãe e nela todos os outros cabos, placas, memórias e vários outros componentes. Existem vários modelos, cores e preços deste componente. Por isso é completamente pessoal a escolha do gabinete! Procure um que lhe agrade.

Processador

É o cérebro do seu computador. Toda a velocidade de realização de tarefas passa antes pelo processador. Assim, se este componente não for potente o bastante, a velocidade de processamento de dados pode ser comprometida.




Cabos

Cabo IDE

Conecta o disco rígido IDE à placa-mãe.
Cabo Floppy

Conecta o drive de leitura de disquetes (Floppy Disk) à placa-mãe.
Cabo SATA

Conecta o disco rígido SATA à placa-mãe.
Placas

Placa-mãe

Base de conexão e transmissão de dados através de impulsos elétricos. Todos os componentes devem estar conectados corretamente à placa-mãe para que o computador funcione de maneira adequada. Deve-se prestar muita atenção às entradas para a conexão dos componentes.

Placa de rede



É a porta de entrada e saída pela qual a comunicação dos computadores de uma rede é feita. Conecta-se o cabo de rede (o azul) para transmitir informações de um computador para outro e até mesmo conectar-se à internet.




Placa de Vídeo

Processa as informações ligadas à exibição de imagens que irão aparecer no seu monitor. Normalmente, estes componentes utilizam uma memória própria além do que é dedicado a ele pelo próprio sistema. Quanto maior a capacidade, melhor será a definição de imagem do seu computador.

Refrigeração

Cooler do Processador

Todo o trabalho feito pelo processador gera bastante calor, podendo chegar a quase 90 graus Celsius. Por isso, é indispensável instalar um cooler só para refrigerar o seu processador. Nunca ligue o computador sem ter instalado o cooler do processador.
Cooler Extra (Ventoinha)

Não é difícil encontrar computadores que esquentam muito. Por isso, ter um cooler extra pode ajudar bastante. Se o cooler do processador não estiver mais dando conta do recado, instale mais um para garantir que nada vai queimar dentro do seu gabinete.


Disco rígido (HD)
HD SATA
O disco rígido do tipo SATA tem como principal função armazenar os seus dados, programas e arquivos. Contudo, o que difere este dos outros HDs é a entrada dele. A sigla SATA explica esta diferença, Serial Advanced Technology Attachment indica que o cabo e as entradas pertencem a um outro grupo. As características físicas deste tipo de conexão são:
  • Entrada mais estreita
  • Cabo mais estreito
  • Plugs do cabo mais estreitos
HD IDE ou PATA
Assim como o SATA, o IDE (hoje chamado de PATA) também serve para armazenar os seus dados. Porém a diferença deste para o outro modelo também está no tipo de entrada e no cabo. A sigla PATA significa Parallel Advanced Technology Attachment. As características físicas deste tipo de conexão são:
  • Entrada larga composta por pinos
  • Cabo mais largo, também chamado de “cabo fita” há algum tempo.
  • Plugs do cabo são largos e perfurados para adaptar-se ao pino
Memória

Pente de Memória

Os pentes de memória são indispensáveis para a montagem de qualquer computador. Eles são responsáveis pelo armazenamento, execução de programas, qualidade de definição de imagens pela placa de vídeo e uma série de tarefas. Quanto mais memória melhor. Normalmente, as placas-mãe possuem dois slots (espaços) para a inserção de memórias.
Drives

Drive de CD/DVD


São a porta de entrada da maioria de mídias para o computador. Estes dispositivos podem reproduzir e gravar CDs e DVDs a partir de um software e um hardware próprio. Atualmente, vários deles já podem ler e até gravar Blu-Ray.

Drive de Disquete (Floppy Disk)

Apesar de muitos computadores mais recentes não contarem com drives para a leitura de disquetes, ainda é comum encontrar mídias deste tipo. A capacidade de armazenamento deste tipo de disco é de aproximadamente 1,3 MB e já foi ultrapassada pelos pen-drives que já podem chegar a ter mais de 32 GB.

Leitor para cartão de memória


Os cartões de memória são bastante úteis para usuários que trabalham com fotos e vídeos. Normalmente as câmeras digitais possuem entradas para este tipo de cartão que permite o livre trânsito das informações contidas neste meio. As capacidades variam bastante.





Fonte
Fonte de Watts Reais

A fonte é o meio de alimentação energética do computador. Sem ela, não há como enviar os impulsos elétricos para a placa-mãe processar os outros dados.


Muito bem, agora que você já conhece quais são as principais ferramentas e componentes para montar o seu computador, não perca tempo e monte a sua lista! Entretanto, muitas coisas das que foram citadas aqui você já deve ter em casa, como as chaves de fenda e o alicate. Algumas outras peças são um pouco mais difíceis de encontrar, mas com uma boa pesquisa nas lojas de artigos eletrônicos e informática da sua cidade pode resolver!

Por isso, pesquise bem os preços antes de comprar. Afinal, como dissemos a variação de preços pelo Brasil é grande, principalmente quando falamos dos equipamentos como discos rígidos, cabos, placas, gabinetes etc. Pegue seu lápis, papel e calculadora e vá às compras! Não adie a vontade de montar o seu próprio computador!


Erros comuns durante a montagem



A revolução tecnológica ocorrida nos últimos anos tornou a informática acessível praticamente para qualquer pessoa. Atualmente, está muito fácil aprender sobre computadores, principalmente pelo preço reduzido das máquinas e pela existência de diversos cursos de informática muito baratos. Consequentemente, cada vez mais  pessoas estão aprendendo a montar e configurar os próprios PCs, deixando de lado o trabalho especializado.

Por outro lado,
a falta de perícia na montagem de uma máquina pode levá-la ao mau funcionamento de seus componentes, ocasionando um grande prejuízo. Por esse motivo, nós desenvolvemos este tutorial, que aponta os principais erros ocorridos durante a montagem de um computador, desta maneira, prevenindo suas ocorrências durante o processso.
Computador com erros de montagem
Ao longo do texto nós disponibilizamos links para diversos artigos já escritos pela nossa equipe, os quais permitem que você possa se aprofundar mais no assunto.
1. Adquirindo os componentes certos

O requisito básico para montar um computador de maneira correta é saber exatamente quais os componentes que serão utilizados e se eles são compatíveis entre si. Por exemplo, as placas-mãe mais novas possuem slots de vídeo
PCI-Express, então placas gráficas AGP não são compatíveis. O mesmo acontece com as memórias DDR3, que não são compatíveis com as placas-mãe DDR2.
Memória SDRAM
Acima, nós temos um pente de memória SDRAM e abaixo slots DDR. Repare que os encaixes são totalmente diferentes.
Slot de memória DDR


Por isso, ao comprar um novo equipamento, sempre pesquise a sua compatibilidade com os demais componentes da máquina. Se você efetuou uma compra equivocada e o vendedor for com a sua cara, ele poderá até efetuar a troca da peça por um modelo mais adequado. Caso contrário, você terá que arcar com o prejuízo.

2. Cuidados com a eletricidade estática


A eletricidade estática, como seu próprio indica, é um tipo de eletricidade que fica armazenada nos corpos em forma natural. Quem não sem lembra da experiência de atritar uma caneta no cabelo e atrair pedacinhos de papel? Esta é exatamente uma demostração da atuação da eletricidade estática. Quando uma pessoa está demasiadamente carregada, a simples ação de tocar uma peça de metal faz com que seus elétrons sobressalentes sejam transferidos. O problema é quando a peça em questão é um componente do computador ( placa mãe, placa de vídeo, memória, HD, etc), pois ele pode ser danificado seriamente por esse tipo de energia.

Portanto, antes de manusear as peças de um computador, é necessário descarregar a eletricidade estática presente em seu corpo. A primeira recomendação é que o assoalho do ambiente seja composto por algum material condutor por natureza, como um piso pintado com tinta especial. Carpetes são péssimos, pois não eliminam energia. Para garantir que você esteja descarregado eletricamente antes de tocar nas peças do PC, é possível usar uma pulseira antiestática.
Um bom aterramento também é recomendado para evitar problemas dessa natureza.
Pulseira anti-estática


3. Superaquecimento de componentes


O superaquecimento é um problema muito sério, pois leva componentes da máquina a travarem constantemente, danificando-os completamente a médio prazo. Entre suas principais causas, estão a falta de uso e uso incorreto de coolers, o que faz com que as peças não sejam resfriadas corretamente. Neste problema, A CPU e o
GPU (processador da placa de vídeo) são os mais afetados. Por esse motivo, seus coolers devem estar sempre limpos e fixados com a quantidade certa de pasta térmica, pois uma quantidade elevada também é prejudicial.

Gabinete superlotado

A super lotação de componentes em gabinetes de tamanho reduzido também contribui  para o superaquecimento da máquina, pois nesta situação os
coolers não dão conta do resfriamento. Por este motivo, ao menor sinal de travamento de componentes como o processador, é recomendado abrir o PC e verificar o modo com que as peças estão organizadas e se as ventoinhas estão limpas. O excesso de coolers também pode fazer com que o ar não circule corretamente.
4. Adequação e fixação da placa mãe ao gabinete


Ao comprar uma
placa-mãe, é necessário verificar se o gabinete é compatível ou não com o modelo. O motivo é bem simples, pois modelos diferentes simplesmente não encaixam, o que fará com que você tenha de abandonar uma das peças.  Por isso, é interessante efetuar a compra da placa-mãe e do gabinete ao mesmo tempo, perguntando ao vendedor sobre a sua compatibilidade.

A tentativa forçada de fixação entre modelos incompatíveis irá causar a invalidação de sua placa-Mãe. Por isso, não é nem um pouco recomendado efetuar gambiarras, como furar e cortar pedaços da motherboard para que ela se encaixe no gabinete. Além disso,
utilize sempre chaves de boa procedência.
Problema grave na placa-mãe


Outro ponto que merece ser comentado é  a espuma anti-estática que acompanha a placa mãe. Muitos técnicos de informática costumam prendê-la entre o gabinete e a placa-mãe, o que pode causar a falta de circulação de ar, assim, superaquecendo seus componentes.

5. Fonte de Alimentação

Ao comprar a fonte de alimentação, você deve ter em mente qual será o uso do PC: Internet, escritório ou jogos. Cada um dos perfis citados exigem uma fonte distinta, principalmente pelos componentes que serão conectados à ela.

Por exemplo, em um computador destinado para o acesso à Internet, uma fonte de 400W já é suficiente, visto que peças como o processador utilizado nela provavelmente não são de última geração, o que não exige muita energia. Já para um perfil de jogos, uma fonte de alta qualidade torna-se indispensável, visto que CPUs multi-core e placas de vídeo top de linha consomem muito. Ao efetuar sua compra, é necessário verificar se a potência indicada realmente é a real, pois muitas fontes são vendidas como se fossem mais fortes do que realmente são.




Fontes de energia nunca devem ser abertas, pois representam um perigo real  para a integridade física do usuário e do computador. Por curiosidade, a imagem acima exibe uma fonte de energia aberta.  O domicílio onde o computador se faz presente deve ter
aterramento, pois uma queda de energia ou a queda de um raio pode comprometer a fonte  e seus componentes de forma catastrófica. A escolha da voltagem certa também é muito importante.

6. Cuidados com o processador e a memória


O passo que exige mais atenção durante a montagem de um computador é o
encaixe do processador na placa mãe, principalmente por vários perigos estarem envolvidos na tarefa. O primeiro deles, já comentado anteriormente, é a ação da eletricidade estática, a qual pode danificar muitos  microtransistores com uma simples descarga de energia.

Além disso, deve-se tomar cuidado com a fixação da CPU propriamente dita, pois os pinos conectores são frágeis, podendo danificar o encaixe caso a tentativa seja forçada. Por isso é importante verificar se o Socket do processador é o mesmo da placa mãe.

Processador e os seus pinos conectores

Na foto acima é possível observar a quantidade de pinos conectores que o Intel Celeron contém.

A instalação da memória também exige alguns cuidados. O primeiro deles se refere à escolha do modelo correto de pente,
pois as placa mães que suportam só DDR2 não suportam DDR3. Além disso, é importantíssimo o uso de pentes de mesma marca e frequência, caso contrário, a memória de um modo geral pode operar de maneira desregulada, sendo limitada pelo desempenho do pente inferior.
7. Disco rígidos e unidades óticas
Os Discos rígidos devem ser encaixados de maneira firme no gabinete, preferencialmente parafusados. O seu manuseio também deve ser efetuado com cuidado, visto que uma queda normalmente danifica-o por completo. Além disso, é necessário ter cuidado caso você for configurar os discos através dos Jumpers, pois pinos no lugar errado vão fazer com que eles não sejam reconhecidos corretamente. Os cabos de energia e  de transferência de dados devem estar organizados de forma a não se tornarem um emaranhado de fios.
Como NÃO conectar um HD


As demais mídias óticas também devem ser presas de forma eficiente, para evitar que os drives saiam da posição ao inserir ou retirar CDs/DVDs.
8. Conexão de cabos na Placa-Mãe

Atualmente, cada componente na placa-mãe possui conexões específicas, o que impede que cabos sejam conectados de maneira errônea. Portanto, se algum cabo precisa ser forçado para ser encaixado, provavelmente não é a sua entrada correspondente. A leitura do manual da placa mãe pode ser bem útil neste momento, pois esclarece as principais conexões existentes na máquina.

Exemplo de como NÃO conectar os cabos


Além do cuidado em saber quais as conexões correspondentes,
é necessário também estar atento para que os cabos sejam conectados de forma organizada. É relativamente comum abrir computadores e encontrar um emaranhado de fios enrolados entre si. Isso demonstra uma falta de cuidado de parte de quem montou o PC, podendo causar problemas sérios de superaquecimento, e em alguns casos, curtos circuitos.


Manuseio das peças



Para quem nunca o fez antes, montar computadores pode ser uma tarefa um pouco complicada. São dúvidas de vários tipos e que têm diferentes soluções. Porém, muita gente se prende ao “montar”, propriamente dito e esquece que para poder fazer isso é preciso manusear as peças. É nesse momento que muitos erros e danos são causados às peças do seu computador.
Como sabemos, os computadores são compostos por circuitos eletrônicos que exigem cuidado ao serem tocados. O corpo humano produz eletricidade estática e é justamente esse tipo de condução de energia que compromete as peças do seu computador. Por isso, é importantíssimo que você procure sempre fazer descargas estáticas em objetos que não sejam os componentes do seu PC.
Todo cuidado é pouco para manusear peças de computador!
Para fazer isso procure alguma superfície metálica não pintada – pode ser a fonte de alimentação do computador (desde que não tenha sido pintada), partes do gabinete ou então janelas metálicas sem camadas de tinta. É importante lembrar que se deve tocar essas superfícies metálicas com as duas mãos. Porém, se você tocar a fonte, certifique-se de que ela está ligada ao fio terra da rede elétrica da sua casa, se não for possível, verifique se há alguma ligação neutra. Isso fará com que a descarga seja mais eficaz.
Toque superfícies metálicas a cada 15 minutos para evitar choques eletrostáticos
Verifique se a fonte do seu computador está conectada a um filtro de linha ou estabilizador que tenham sido desligados nos botões. Isso garantirá que não existe energia circulando pelos circuitos nesse momento, mas permite que a estática seja descarregada nesses objetos. Outra opção bastante utilizada é a pulseira anti-estática.
Preste muita atenção na hora de manusear os componentes!Como geramos estática?
Todos devem lembrar daquela brincadeira de esfregar uma bexiga cheia de ar em um pedaço de tecido e depois passá-la próxima aos cabelos. O que acontece depois é ficar com os cabelos em pé, devido à eletricidade estática. Quando existe atrito com objetos similares pode gerar esse tipo de energia. Um bom exemplo acontece quando andamos sobre carpetes e o ambiente em que estamos é seco. A voltagem gerada por esse processo pode chegar até 35.000 Volts, se a umidade relativa do ar for muito baixa.
Então existe um choque?
Sim, existe um choque. Contudo, ele acontece tão rápido que não somos capazes de senti-lo, nesses casos. Não sentir o choque acontecer não significa que ele nunca existiu. Os transistores que compõem os circuitos do seu computador são tão pequenos (em média eles têm 0,0001 milímetros) que são rapidamente queimados por uma descarga dessas. Trata-se de uma questão de proporção. Para o nosso corpo, que é milhares de vezes maior que um transistor, os efeitos desse choque são irrelevantes. Entretanto, o tamanho ínfimo da peça não a confere capacidade para aguentar o choque e o equipamento acaba sendo danificado.
O que fazer para proteger os circuitos?
O grande segredo está no jeito com que seguramos as peças. Depois de ter feito as descargas em objetos metálicos ou então ter colocado a pulseira anti-estática e conectado-a ao terra da rede elétrica, é hora de aprender como segurar os componentes para a montagem correta e segura do seu computador.
O problema está em tocar os circuitos diretamente com as mãos. O procedimento correto envolve segurar as placas e outras peças pelas laterais, de modo que os dedos não fiquem sobre os contatos metálicos. Quando se toca uma peça sem qualquer um dos cuidados citados aqui o risco de tê-las danificado para sempre é muito grande!
Abaixo você vê as imagens de “Certo” e “Errado” quanto ao modo de segurar uma peça.

Segure as placas pelas laterais! Não toque os circuitos!
Procure evitar o contato direto com os circuitos! Manusear corretamente evita prejuízos!
Tocar os circuitos podem danificar a peça para sempre! Segure o HD pela parte metálica!
Procure manusear a fonte com as duas mãos! Segurar a fonte pelos fios é errado!
Assim como o HD, os drives também devem ser manuseados corretamente! Evite tocar os conectores! Eles podem ficar tortos e ter o funcionamento prejudicado!
Tome mutio cuidado com a placa mãe! Sem ela o computador não funciona! Não toque os circuitos da placa mãe sob hipótese alguma!
Todo o cuidado é pouco quando for manusear o processador! Nunca toque os pinos do processador! Procure segurá-lo pelas laterais!
Estragou, e agora?
Se o computador apresentar problemas, procure trocar a assistência técnica!Se você ou qualquer pessoa que tenha ficado responsável de consertar o seu computador não tomou as providências de proteção, sem dúvidas o computador irá apresentar algum tipo de problema. Esse tipo de dano não escolhe tempo de uso. Por isso, aquele computador novinho em folha que você montou ou comprou de alguém já está apresentando problemas, pode preparar o bolso para comprar novas peças.
Sempre que se toca uma peça sem o devido cuidado, pode-se causar dois tipos diferentes de dano: os imediatos (e catastróficos) e os latentes. A diferença entre eles está no tempo para a manifestação do problema. Os danos imediatos são notados logo que se instala a peça e realiza-se o teste. O computador irá funcionar mal ou até mesmo não funcionar, caso um dano imediato – também chamado de catastrófico – tenha ocorrido.
Já os danos latentes são aqueles que podem demorar algum tempo até se fazerem notar. Pode levar meses até que a peça comece a apresentar sintomas de mau funcionamento. A partir desse momento, o componente pode parar de funcionar logo no primeiro erro ou então manter uma intermitência, isto é, funcionar bem em um momento e logo depois não operar mais.
A única solução é verificar se os produtos estão dentro da garantia (se houver uma) e procurar a loja em que o computador foi comprado para realizar uma troca. Caso não haja nenhum tipo de garantia da loja ou do técnico responsável pela montagem do seu computador, o prejuízo, infelizmente, será todo seu.
Muito bem, agora que você já sabe quais são os modos corretos de se manusear peças de computador, pode evitar danos irreversíveis aos componentes da sua máquina! Porém, muita gente ainda desconhece os potenciais problemas que o manuseio incorreto pode causar. Isso provoca uma série de peças com funcionamento deficiente ou inexistente.

Instalando
Agora que você já sabe como manusear os componentes e também já providenciou as ferramentas necessárias, é hora de colocar a mão na massa.

Desmontando o computador



Recomenda-se que você reserve um bom tempo para ler o artigo e então executar cada um dos passos, pois desmontar um PC não é uma tarefa tão simples e rápida.
Cuidado!
Assim como já citado no artigo “Aprenda a abrir o gabinete do seu computador”, antes de manusear qualquer componente de hardware, é muito importante que você tome o cuidado de se livrar da energia eletrostática.
Para não ter um pequeno acidente com um de seus componentes, é indicado que você use uma pulseira antiestática ligada a uma superfície aterrada, ou então, simplesmente encoste suas mãos alguns segundos em um objeto de metal (que não tenha pintura) e que possua aterramento, a fonte do seu computador pode ser muito útil nesse caso (evidente que seu PC deve estar ligado ao terra).
Outros cuidados a serem tomados quanto à energia eletrostática é não trabalhar com blusas de lã, em locais que possuam tapete ou carpete, ou ainda, em cima de mesas de plástico, pois estes são casos que podem gerar energia eletrostática.
Retirando placas PCI e AGP
Começaremos a desmontar o computador retirando as placas de vídeo e modem. Claro que você pode proceder diferente, porém, recomenda-se que você siga exatamente nossos passos para não encontrar dificuldades ao remover algum item de hardware. Prepare sua chave Philips e comece a desparafusar a proteção das placas PCI e AGP (ou PCI-Express).
Optamos por remover a placa PCI primeiro, mas você pode retirar a placa que preferir. Para retirar a placa do gabinete, desparafuse a parte metálica do gabinete e então pegando com cuidado, na parte metálica e na outra extremidade, retire com cuidado a placa. Caso você esqueça, todo procedimento relacionado a hardware deve ser executado com o computador desligado, inclusive com a chave da fonte na posição desligada.
Se você possuir mais placas instaladas, repita o procedimento. Atenção: usuários que utilizam placas do tipo AGP ou PCI-Express, podem ter de destravar a placa. Nossa placa-mãe não possui esta trava de proteção, mas a maioria possui, portanto, certifique-se de pressionar a trava para então desencaixar a placa de vídeo.
Vamos tirar a fonte do gabinete
A fonte é um item bem complicado de ser removido do gabinete, porque ela está conectada a diversos componentes. A primeira coisa a se fazer é desconectar os cabos que entregam energia para a placa-mãe. Veja abaixo que há dois conectores (dependendo da placa-mãe somente um conector é utilizado), por isso desconecte ambos com cuidado para não estragar os encaixes ou o cabo. Frisa-se ainda que devem ser retiradom os cabos segurando pelo conector, não puxe os fios, pois eles irão arrebentar. Note que os cabos da fonte possuem uma pequena trava junto ao conector. Para conseguir desconectar o cabo da placa-mãe, você deve pressionar esta trava para então puxar o cabo.
Agora ainda falta desconectar os cabos da fonte que estão ligados a outros componentes. Veja que o HD, o drive de CD e a unidade de disquetes utilizam cabos de energia. Não há segredos para removê-los, basta puxar o cabo pelas laterais (não pelos fios!). Confira a imagem abaixo.
Por fim, você deve remover os parafusos que prendem a fonte ao gabinete. Normalmente são quatro parafusos, porém fontes mais robustas não seguem necessariamente o padrão e podem ter outras travas, e caso você possua uma fonte diferente, talvez seja melhor consultar o manual.
Desconectando os cabos IDE
Para que o sistema operacional reconheça seus dispositivos de armazenamento e unidades ópticas é necessário que, além do cabo de energia, o cabo IDE esteja conectado. Remover os cabos IDE é uma tarefa bem simples, sendo que você deve pegar com cuidado pelas pontas do conector e então ir puxando vagarosamente. Atenção: não puxe a fita dos cabos IDE, pois elas arrebentam facilmente e você não poderá mais utilizar seu cabo.
Depois de remover o cabo das unidades de armazenamento, você ainda deve desconectar os cabos da placa-mãe. O procedimento é o mesmo, pegue nas extremidades do conector e vá puxando com cuidado. Para retirar o HD ou uma das unidades ópticas, siga o procedimento da imagem abaixo.
Desencaixe as memórias
Retirar a memória da placa-mãe é bem fácil. Note na imagem abaixo que ela possui duas travas nas laterais, sendo que basta pressioná-las para que a memória desencaixe. Ao desencaixar os pentes de memória, pegue com cuidado pelas bordas, evitando tocar nos contatos metálicos, pois isso pode ocasionar problemas graves com a memória ou com a placa-mãe ao reencaixar.
Cooler e processador
Até aqui não foi tão difícil, não é mesmo? Agora é hora de retirar o cooler e então o processador. O cooler e o dissipador geralmente saem juntos, bastando você destravar o cooler para retirar a peça e desconectar o cabo de energia da ventoinha (confira imagem abaixo).
Para retirar o processador o procedimento é simples: mude a posição da trava para cima e então pegue cuidadosamente pelas bordas do processador.
Desparafuse a placa-mãe
Por fim restou apenas retirar a placa-mãe do gabinete. Ela é fixada no gabinete por seis parafusos (algumas placas podem utilizar mais ou menos parafusos), os quais devem ser retirados com a utilização de uma chave Philips.
Provavelmente haverá alguns cabos pequenos conectados a sua placa-mãe, os quais são responsáveis por ativar o botão POWER, RESET e o alto-falante do gabinete. Marque precisamente a ordem desses cabos e então retire-os com cuidado. Após isso a placa-mãe está solta e você deve pegá-la pelas bordas para retirar do gabinete.
Finalizando
Pronto, seu computador está todo separado em partes.

Como instalar a placa mãe



Após você ter aprendido uma série de dicas sobre montagem e manutenção de computadores, tais como abrir o gabinete do computador, inserir o processador na placa mãe e até mesmo como desmontar um computador, chegou a hora de dar continuidade ao procedimento de montagem de computadores.

Este artigo fala a respeito de como realizar corretamente a inserção e a fixação da placa mãe no gabinete do computador. Como já foi dito em outros artigos, a placa mãe é a peça base para todos os computadores. É ela quem delimita qual será o tipo de processador, memória e placa de vídeo que a máquina poderá utilizar.

Procedimentos iniciais

Primeiramente, vale sempre lembrar do detalhe da energia eletrostática. Lembre-se sempre deste detalhe, pois pode lhe custar um componente novo! Tenha em mãos todos os materiais necessários para a montagem de computadores, e sempre realize os procedimentos com cautela.
Após ter aberto o gabinete (você deverá remover ambas as laterais), note se o gabinete possui uma chapa de alumínio localizada atrás dele, a qual possui furos para encaixe do painel traseiro da placa mãe (esta chapa é chamada de espelho).
Espelho da placa mãe
Você deve retirar esta peça caso ela tenha vindo junto do gabinete, pois geralmente os encaixes são diferentes dos das placas mãe, e toda placa mãe nova vem com um espelho próprio para ela, o qual deve ser instalado no gabinete antes da placa mãe ser inserida.
Se este for o seu caso, tome cuidado para inserir o espelho corretamente, pois só é possível encaixar a placa no espelho de uma maneira. Fique atento para os desenhos que aparecem ao lado de cada furo no espelho: estes desenhos devem ficar para o lado de fora do gabinete.
Placa mãe posicionada ao lado do espelho inserido no gabinete
Caso você esteja reinserindo a placa mãe no gabinete por motivos de manutenção ou limpeza, não é necessário retirar o espelho do gabinete.

Gabinetes novos também costumam vir com fontes, as quais nem sempre podem ser boas o suficiente (vai depender da potência do computador que você está montando). Fique atento, pois a fonte é um item importantíssimo, e que pode ocasionar danos quando ela não possui força suficiente para suprir a quantidade de energia que o computador necessita.

Mesmo que você não tenha a intenção de trocar a fonte do gabinete, é recomendado que ela seja retirada, pois assim você ganha espaço para trabalhar no gabinete.
Tente ver se é possível retirar a chapa de apoio do gabinete. Muitos modelos permitem que esta chapa seja retirada, o que facilita em muito a instalação da placa. Caso isso não seja possível, você terá que trabalhar com a chapa fixa ao gabinete, o que fará com que o processo fique um pouco mais trabalhoso.
Antes de iniciar o processo de fixação da placa mãe no gabinete, você pode instalar alguns componentes tais como processador e memórias, pois esta tarefa é mais fácil quando realizada com a placa mãe fora do gabinete. Porém, se você conseguir retirar a chapa de apoio do gabinete, você pode fazer isso após ter fixado a placa na chapa, antes de reinserir a chapa no gabinete.
Observe a placa mãe e perceba que existem furos localizados nas extremidades da placa. Esses furos são os locais nos quais devem ser introduzidos os parafusos para a devida fixação da placa. Note que na chapa de apoio do gabinete também existem furos, nos quais os parafusos que seguram a placa deverão ser fixados.
Furos da placa mãeFuros da chapa de apoio do gabinete
O gabinete utilizado para o artigo possui relevo nas áreas em que se localizam os furos para os parafusos, entretanto, é mais comum que os gabinetes tenham toda a chapa de apoio da placa mãe plana. Neste caso, você não deve inserir a placa mãe diretamente na chapa de apoio do gabinete. Antes disso, é preciso inserir as roscas de base para que nelas sejam fixados os parafusos da placa mãe.
Roscas de Base
Além das roscas de base, existem também as bases de suporte com trava, as quais são peças auxiliares na instalação da placa. Você não deve utilizar apenas elas para fixar a placa mãe ao gabinete, pois elas devem ser utilizadas apenas quando faltarem as bases de rosca para parafusar a placa. Diferentemente dos parafusos, as bases de suporte com trava devem ser inseridas diretamente na placa, e não sobre as roscas de base.
Base de Suporte com Trava
Pode parecer uma tarefa um pouco chata a de acertar em quais furos vão as roscas de base, ainda mais quando a chapa de apoio do seu gabinete possui muitos furos. Para facilitar o trabalho, você pode posicionar a placa mãe sobre a chapa e localizar quais são os furos nos quais devem ir as roscas.
Placa mãe sendo posicionada sobre a chapa de apoio
Insira as roscas de base nos devidos furos da chapa de apoio do gabinete. É possível utilizar um alicate para deixar as roscas mais firmes, mas não aplique muita força, pois isso pode danificar os furos de encaixe da chapa de apoio. Caso faltem roscas de base, insira bases de suporte com trava (procure inseri-las nos furos centrais, de modo que os furos laterais fiquem para as roscas de base e parafusos, assim a placa fica melhor fixada).

Fixando a placa

Antes de parafusar a placa, atente para os furos dela. Pode ser que existam dois tipos de furos: os metalizados e os não metalizados. Furos metalizados podem receber parafusos sem a necessidade de utilizar arruelas isolantes para fixação dos parafusos na placa, já nos furos não metalizados (os quais não são tão comuns de serem encontrados nas placas da atualidade), isso não é possível.
Furos da placa - com isolamento e sem isolamento, respectivamente
Vale lembra que, para os casos em que a placa mãe é nova, a espuma que vem junto da placa na caixa dela não deve ser utilizada na hora da inserção da placa! Esta espuma serve apenas para auxiliar na embalagem da placa quando ela sai da fábrica, e não para a instalação. Caso você faça isso, o componente pode ser prejudicado, pois pode ocorrer curto-circuito.

Após ter inserido as roscas de base e as bases de suporte com trava (se isso foi necessário) nos devidos furos da chapa de apoio do gabinete, você deve posicionar a placa sobre a chapa de apoio e fixá-la com os parafusos.
Parafusos para a fixação da placaPlaca sendo fixada à chapa de apoio do gabinete
Quanto aos parafusos que devem ser utilizados para esta tarefa, podem ser utilizados parafusos de rosca fina ou grossa. Procure por parafusos que tenham a cabeça mais larga, e use o mesmo padrão em todos os furos da placa.
Caso faltem parafusos para todos os furos da placa, utilize as bases de suporte com trava para complementar a fixação (lembre-se, elas devem ser utilizadas apenas para complementar, nunca utilize somente elas para a fixação da placa). Se for necessário, procure utilizá-las nos buracos centrais da placa.
Vale ressaltar que, se você estiver fixando a placa com a chapa de apoio presa ao gabinete, você deverá tomar muito cuidado para não raspar a placa em alguma superfície do gabinete quando for introduzi-la, pois isto poderá comprometer o funcionamento da placa. Nesse caso, procure inserí-la em um ângulo de aproximadamente 45º, iniciando a inserção de maneira que o painel traseiro da placa se encaixe ao espelho logo que você deixe a placa no mesmo nível do gabinete.

Instalando demais componentes

Se você fixou sua placa com a chapa de apoio solta, sem estar presa ao gabinete, este é um bom momento para você inserir os jumpers do painel frontal na placa. É possível também conectar os cabos IDE ou SATA, utilizados para conexão com HDs e unidades óticas.

Após isso, falta apenas você inserir os demais componentes do computador: unidade ótica, placa de vídeo (salvo casos em que será utilizada placa de vídeo onboard), disco rígido, fonte, etc. Após isso, basta apenas fechar o gabinete para concluir o trabalho!
Claro, após isso seu computador ainda não estará pronto para ser utilizado. Antes disso, será necessário instalar um sistema operacional e os drivers.

Aplicando pasta térmica no processador


Um item que é de grande importância em todo e qualquer computador é a pasta térmica. Ela é o componente que fica entre o dissipador de calor do cooler e o processador. Sua principal função é aumentar a aderência entre estes componentes, para que assim o processador seja refrigerado de modo mais eficiente.

As Pastas térmicas podem ser  facilmente encontradas em qualquer loja de materiais elétricos/eletrônicos, ou até mesmo em lojas online. Existem inúmeros modelos, variando entre várias marcas e materiais que compõem as pastas.

Você pode encontrar pastas de R$ 5,00 até pastas de mais de R$ 70,00. As mais baratas são compostas basicamente de silicone, e as mais caras são feitas quase que inteiramente de prata – existem outras ainda que possuem cerâmica em sua composição, e outras vêm com cobre, aço ou alumínio.

Os processadores de modelo “in-box” já vêm com coolers e pasta térmica adequados Coolers novos também costumam vir com pasta térmica, de modo que se você adquirir um destes produtos não será necessário se preocupar com ela.

Se você não for adepto a overclocks, não há a necessidade de gastar muito dinheiro na compra de pasta térmica. Para usuários domésticos, as mais comuns devem dar conta do recado.
Quando mexer na pasta térmica?
É recomendado que se troque a pasta térmica sempre que tirar o cooler do processador, pois ao recolocar o cooler com a pasta antiga a aderência diminui. Ainda que você continue com a pasta térmica atual, seu computador irá funcionar melhor do que se não houvesse pasta térmica, porém, é provável que a temperatura média do processador aumente, o que fará com que a vida útil dele diminua.

Algumas pessoas também recomendam que se troque a pasta térmica a cada seis meses, pois o calor faz com que ela seque, mas este período de vida útil da pasta vai depender da composição. Outro fato é que as pastas térmicas possuem prazo de validade, geralmente três anos.
E se não usar pasta térmica?
Cuidado! Evite usar o seu computador caso ele esteja sem pasta térmica. Como o processador e o dissipador de calor não são microscopicamente lisos (apesar de aparentemente parecem que são), o contato entre eles não é perfeito, o que faz com que o cooler não resfrie o processador adequadamente, pois haverá uma pequena camada de ar entre os dois que não permitirá que isto ocorra.
Exemplificação da utilidade da pasta térmica.
Desse modo, o uso do computador sem que haja pasta térmica no cooler do processador faz com que o processador chegue a temperaturas altíssimas, o que certamente irá danificar o componente. Atualmente os computadores possuem medidas de segurança que previnem que o processador venha a ser danificado por atingir altas temperaturas, porém, pode ser que estas configurações estejam desativadas.

Mas fique calmo!
Se seu computador não apresenta travamentos ou resets aleatórios, não há a necessidade de abrir o gabinete para verificar se há pasta térmica ou se ela está devidamente colocada, pois provavelmente não haverá problemas caso seu computador esteja estável.
Colocando a mão na massa!
Algumas precauções

Antes de começar, vale lembrar de algumas precauções a serem tomadas: apesar de não ser tóxica, a pasta térmica não deve ser ingerida. De modo algum coloque a pasta térmica em contato com a boca. Evite também de deixar a pasta térmica exposta a crianças ou animais.
Você também deve tomar muito cuidado na hora de mexer com o cooler e o processador. Se você possui pouca experiência com manutenção, a tarefa de retirar o cooler poderá ser difícil para você. Não use força bruta, pois apesar dos coolers possuírem encaixes e chaves que fazem pressão, não é com força que eles devem ser retirados, mas sim com jeito. Procure pelos encaixes/chaves que ficam nos coolers e desengate-os antes de retirar o cooler.
O processador é um componente bastante frágil, e você deverá tomar grande cuidado com o manuseio dele. Ele possui pinos na parte inferior, os quais se entortam facilmente. Você deve ter muito cuidado para não entortar estes pinos, pois isto pode comprometer o componente.
Materiais necessários.
Materiais necessários

Para aplicar a pasta térmica, você precisará dos seguinte materiais:

  • Pasta térmica;
  • Álcool isopropílico;
  • Espátula de plástico;
  • Cotonetes;
  • Pano macio, papel higiênico ou cotonetes.
Você precisará ainda de uma chave para abrir o gabinete do seu computador, e talvez de uma chave de fenda para auxiliar você na hora de retirar o cooler do processador.
Atenção: use não use álcool de cozinha! Ele possui água e pode queimar seu computador.

Usa-se álcool isopropílico por ser um composto de álcool puro, sem água, o que faz com que não seja condutor de eletricidade. Ele pode ser encontrado em farmácias ou em lojas de produtos eletrônicos.
Aplicando a pasta térmica
Como remover a pasta antiga
Primeiramente você deverá remover a pasta térmica que está no processador e/ou no dissipador de calor. Tire o excesso de pasta raspando a espátula de plástico cuidadosamente sobre a superfície do processador/dissipador. Em seguida, molhe o cotonete com o álcool isopropílico e retire o que restou da pasta térmica antiga. Após isso, passe o pano/algodão umedecido com álcool.
Retire o restante com um cotonete umidecido com álcool.
Retire o excesso com a espátula.










Aplicando a nova pasta térmica

O segredo na hora de aplicar a pasta térmica não é quantidade. Tome cuidado, pois caso você coloque pasta em excesso, ela acabará servindo como isolante térmico em vez de condutor, o que prejudicará o resfriamento do processador.

A quantidade de pasta a ser aplicada deve ser mínima: aplique cerca de uma gota, em cima do processador. Em seguida, utilize uma espátula para espalhar cuidadosamente a pasta sobre o processador, de modo que a camada final seja bem fina, tal como uma folha de papel. Não é necessário cobrir toda a parte superior do processador, de modo que o local mais importante é o centro.
Aplique uma gota de pasta térmica sobre o processador.Espalhe a pasta com a espátula.

Resultado após ter espalhado a pasta.
Após isso, reinsira o processador na placa-mãe. Você deve manter a alavanca do soquete para cima, e após certificar-se de que o processador está corretamente encaixado (note que em uma das "pontas" do processador não existe um pino, e que no soquete, em uma das "pontas" falta um "furo". Estas partes devem ficar juntas.), abaixe-a.Em seguida reinsira o cooler sobre o processador.Cooler sendo inserido na placa-mãe.
Processador devidamente inserido na placa-mãe.
Se você achar necessário, utilize uma chave de fenda para auxiliá-lo, mas tome cuidado para que a chave não escape e esbarre na placa-mãe, pois poderá danificá-la. Cuide também para que o cooler seja reinserido na posição correta, pois isso também influenciará na refrigeração do processador.
Não se esqueça de ligar o fan (ventoinha) do cooler! Se você esquecer disso, a ventoinha não irá funcionar, e o processador irá superaquecer.
Plug de alimentação da ventoinha do cooler.

Testes realizados
Realizamos alguns testes para verificar qual seria a diferença da temperatura máxima atingida pelo processador com a pasta térmica antiga e com a pasta térmica nova. Para realizar os testes, seguimos a explicação do artigo Processador em Chamas, no qual estão relacionados os programas para monitoramento e para forçar o processador.
Os programas utilizados foram HWMonitor e CPU Burn. O primeiro para monitoramento da temperatura e o segundo para fazer o teste de stress no sistema.
Confira abaixo o resultado:
Resultados do teste com a pasta térmica antiga.
Resultados do teste com a pasta térmica nova.
Observando a linha "CPUTIN", você vê a temperatura atual, a temperatura mínima, e a temperatura máxima atingida pelo processador, respectivamente. Note que na primeira imagem a temperatura máxima foi de 59ºC, e na segunda, a máxima chegou a 46ºC. Ou seja, a temperatura diminuiu em 13ºC!
Tentamos ainda ligar o processador sem pasta térmica. Porém, o sistema desligava antes mesmo de iniciar o Windows, pois o processador atingia 85ºC e desligáva automaticamente.
Finalizando
Pronto! Você acaba de aprender mais um truque sobre manutenção de computadores! Siga os passos cuidadosamente e não haverá erros.

Colocando o processador

Este artigo serve tanto para pessoas que querem montar computadores novos quanto para quem já possui um micro em casa e quer desmontá-lo, seja para manutenção, limpeza, atualização de componentes ou por mera curiosidade.

Lembrando sempre das principais precauções que devem ser  tomadas para que não resulte na perda de algum periférico do seu computador, tome cuidado com a energia eletrostática. Caso você não tenha lido ou não saiba que medidas de segurança devem ser tomadas, leia o artigo para evitar que possam ocorrer imprevistos na hora de manusear o computador.
Antes de começar o trabalho
Antes de dar início ao trabalho, será interessante que você possua um plástico antiestático para que possa manusear a placa mãe sobre ele. Estes plásticos costumam vir junto com placas-mães novas, e são  compostos de material isolante, o que faz com se tenha mais segurança para trabalhar com a placa.
Vale aconselhar que o local onde você realizará o trabalho deve ser espaçoso, bem como a mesa em que será feito o manuseio da placa mãe e do processador. Além da mesa ser ampla, ela deve possuir superfície plana e estar livre.
O procedimento que será demonstrado no decorrer deste artigo poderá não ser exatamente igual ao que você seguir á em sua casa, pois existem pequenas variações que ocorrem quando o modelo ou fabricante do processador mudam, como por exemplo o encaixe do cooler e o encaixe do pŕoprio processador. Contudo, fique tranquilo, pois os detalhes que variam de modelo para modelo não são grandes.
As peças utilizadas para o  artigo foram uma placa mãe Asus P5W DH Deluxe e um processador Intel Core 2 Duo E6600.
Começando o procedimento
Ainda que você esteja trabalhando com um computador já montado (em casos de upgrade ou troca de periféricos) é possível inserir o processador com a placa mãe parafusada ao gabinete, entretanto é extremamente aconselhável que o processo de instalação do processador seja feito com a placa mãe fora do gabinete, pois assim você poderá trabalhar com mais espaço e maior facilidade, o que evita possíveis acidentes.
Analisando e preparando a placa mãe
Depois de ter posicionado corretamente a placa mãe sobre o plástico antiestático, localize o soquete . Posicione a placa mãe de modo que a alavanca fique ao seu lado esquerdo e o painel traseiro ao lado contrário ao que você se localiza
Placa-mãe posicionada
.
Pressione esta alavanca para baixo e para fora, com cuidado para não encostar nos contatos do soquete, de modo que ela desprenda-se do local de fixação. Gire a alavanca delicadamente para o lado oposto ao fixado até que você perceba que ela atingiu a posição máxima. Pode ser que exista uma tampa metálica sobre o soquete, neste caso, levante-a também, seguindo procedimento parecido com o da alavanca.
Soquete - alavanca abaixadaSoquete - alavanca levantada









Soquete - tampa levantada
Se sua placa mãe for nova, pode ser que haja uma tampa PnP (PicknPlace) sobre a tampa de encaixe do processador. Retire a tampa PnP, tomando sempre o cuidado para não encostar nos contatos do soquete.

Dependendo do modelo do soquete, pode ser que haja uma seta em um dos cantos do soquete. Este é detalhe importante, pois você deverá prestar atenção nela na hora de inserir o processador, pois só há uma forma correta de conectar o processador à placa mãe. No caso do soquete do modelo da placa mãe utilizada no artigo, note que uma das ponta do soquete está cortada, e que faltam pinos em um dos lados do soquete.
Detalhes no soquete
Inserindo o processador na placa
Analise o processador e veja que nele também há uma seta. A seta do processador deve ir sobre a seta localizada no soquete (neste caso, sobre a ponta cortada). Pegue o processador cuidadosamente, utilizando os dedos polegar, indicador e médio. Segure o processador pelas bordas.
Detalhes do processador - visão superior
Se o processador que você está utilizando for novo, ele também poderá conter uma tampa protetora, a qual deve ser retirada para que o processador possa ser inserido corretamente. Neste caso, retire a tampa com o auxílio de sua outra mão.

Note os conectores dourados na parte inferior do computador. Eles são responsáveis pelas trocas de informações entre o processador e a placa mãe. Seja extremamente cauteloso, de maneira alguma toque nos apoios dourados do processador. Talvez o modelo do seu processador possua pinos, você deve ter cautela para não desalinhá-los, pois isto fará com que o processador não se encaixe devidamente no soquete, o que também poderá comprometer o processador.
Detalhes do processador - visão inferior
Perceba que também existem detalhes na parte inferior no processador. Note que faltam alguns conectores, bem como faltavam alguns na placa mãe.
Desta vez, segure o processador apenas com os dedos polegar e indicador, pelas bordas, e  leve-o até o soquete, localize as setas e posicione o processador da maneira adequada. Mantenha o processador orientado com os apoios dourados para baixo e tente mantê-lo bem alinhado horizontalmente. Insira-o cuidadosamente na placa mãe. Após tê-lo inserido, você pode dar um leve toque sobre o processador para garantir que ele esteja bem fixado e alinhado.
Inserindo o processadorConferindo fixação e alinhagem do processador








Se tudo estiver correto, você poderá abaixar a alavanca sem problemas. Se o soquete da sua placa mãe possuir uma tampa metálica, esta deverá ser abaixada antes do alavanca Não é necessário esforço para que a alavanca ser recolocada em seu devido lugar, se você achar que está fazendo esforço demasiado, analise se o processador está inserido corretamente, alinhado e devidamente encaixado.
Processador inserido
Inserindo o cooler
Alguns modelos de coolers são mais difíceis de serem inseridos quando a placa mãe já está conectada ao gabinete, enquanto outros não apresentam tanta dificuldade. Mais uma vez,

Se você está manuseando um processador novo, ele poderá já possuir um cooler. Isto ocorre quando compra-se processadores do modelo In a Box (“Na Caixa”). Caso você tenha comprado um modelo OEM, o qual não vem junto de um cooler, você deverá adquirir um cooler para realizar a instalação correta do processador, pois caso contrário seu computador não irá funcionar (saiba quais são as consequências que o não uso do cooler pode gerar para seu computador).

Tome cuidado para não comprometer a pasta térmica do dissipador de calor do cooler. Caso você esteja trabalhando com um cooler que já estava fixado, é recomendado que seja reaplicada a pasta térmica (consulte o artigo Aprenda a aplicar a pasta térmica no processador para maiores informações). Se o cooler for novo e já possuir pasta, não preocupe-se em reaplicar ou trocar a pasta térmica.
Note que próximo ao soquete existe um conector de energia ao qual será ligado o cabo de força da ventoinha do cooler. Geralmente, acima desse conector você verá escrito "CPU_FAN". Procure orientar o cooler de maneira que esse cabo fique posicionado próximo ao conector da placa mãe.
Alinhe o cooler horizontalmente à placa mãe e insira-o sobre o processador. Antes de fixar o cooler, certifique-se de que o cabo de energia não está mal posicionado (preso ou de alguma outra forma que possa impedir a fixação correta do cooler).
Cooler sendo inserido

O modo como cada cooler é fixado pode variar bastante dependendo do fabricante e do modelo. Sugerimos que caso seu cooler seja diferente do utilizado no artigo você consulte o manual do fabricante. Processadores In a Box vêm com manuais explicativos.
Se seu cooler for igual ao da foto, basta pressionar os prendedores laterais do cooler, fazendo uma leve pressão com as pontas dos dedos para que eles encaixem-se à placa mãe, fixando assim o cooler. Antes de fazer pressão sobre os prendedores, certifique-se de que eles estão posicionados corretamente sobre os furos da placa mãe.
Prendedores bem alinhados
Se o cooler for novo, não é necessário girar os conectores, apenas pressioná-los para baixo. Caso contrário, gire os conectores para o lado oposto indicado nas setas sobre eles com o auxílio de uma chave de fenda. Enquanto você faz pressão sobre os prendedores, segure o cooler com a outra mão para evitar que ele seja desalinhado.
Fixando o cooler
Verifique se o cooler ficou nivelado à placa mãe. Você pode dar uma puxada leve para certificar-se de que ele está bem fixo. Por fim, ligue o cabo de energia da ventoinha do cooler ao conector da placa-mãe, observando qual é a orientação correta na qual ele deve ser conectado. Ajeite o cabo de maneira que ele não atrapalhe o funcionamento da ventoinha.
Cooler encaixado
Pronto! Você acabe de aprender mais uma dica sobre montagem e manutenção de computadores

Troque a fonte padrão

Fonte
Antes de começar o tutorial, vamos falar um pouquinho sobre a fonte. Esta é uma peça indispensável para o seu computador, pois será através dela que a energia chegará a todos os seus componentes. Ela possui diversas potências e preços diferentes, cada uma se adaptando a determinada necessidade de uso do seu computador. Umas consomem mais e outras menos energia, mas o fato é que elas não podem faltar.
Leia mais sobre fontes no artigo Fontes: Você dá a devida importância à sua? e sobre consumo de energia em Mito ou Verdade: o computador consome muita energia e aumenta a conta de luz? (clique para acessar).
Substituindo a fonte
Primeiramente, para substituir a fonte, será necessário abrir o gabinete.
1. Agora que você já sabe disso, é hora de começar a desconectar a fonte dos componentes em seu computador. Antes de qualquer coisa, desconecte os pinos que ligam a fonte à placa mãe de seu computador.
Retire os pinos da placa-mãe
2. O próximo passo é desconectar a fonte dos demais componentes instalados em seu computador (drives de CD/DVD, disquete, cooler, etc.).
Desconecte a fonte dos demais componentes
3. Para retirar a fonte definitivamente, solte os parafusos que a prendem no gabinete. ATENÇÃO: preste atenção para não perder tempo soltando os parafusos errados.
Desparafuse-a do gabinete
4. Depois dos cabos todos desconectados e dos parafusos soltos, retire a fonte de dentro do gabinete.
Retire-a do gabinete
5. Pegue a outra fonte e posicione-a no lugar da anterior. Faça isso e já a prenda novamente com os parafusos. Assim ela estará presa e mais fácil de ser conectada ao seu computador.
6. Conecte-a aos mesmos componentes novamente, notando que a entrada presente nos drives é padrão, portanto não fará diferença a ordem em que os cabos são conectados.
7. Por último, não se esqueça de ligar a fonte novamente à sua placa mãe, com o único plugue diferente dos demais presentes nos outros cabos.
8. Pronto! Agora é só fechar seu gabinete, parafusando tudo novamente, ligar seu computador na tomada e mandar ver!

Como instalar a ventoinha no computador


Agora você vai aprender a instalar uma ventoinha no gabinete do seu PC. Esta é uma peça que ajuda bastante a manter todos os componentes do gabinete resfriados, uma vez que ela não está acoplada a nenhum componente específico, como processador ou placa de vídeo por exemplo.
Uma ventoinha não tem local fixo em um gabinete por padrão. Cada torre tem um espaço dedicado a este ventilador, e este espaço determina como a ventoinha vai trabalhar. Alguns gabinetes oferecem mais de um espaço para instalar uma ventoinha, mas não é sempre necessário colocar mais de um ventilador. Você precisa levar em conta a necessidade de circulação do ar dentro do gabinete. Logo, duas ou mais ventoinhas podem ocupar muito espaço e não esfriar o interior como parece.
O sentido do ar é importantíssimo
Tenha em mente que o ar quente sempre sobe, e isso influencia o papel da ventoinha dentro do gabinete. Quando instalada na parte de baixo (da metade para baixo), a ventoinha serve como um ventilador, buscando o ar frio de fora para direcioná-lo para dentro da torre. Já uma ventoinha na parte de cima do gabinete funciona como um exaustor, tirando o ar quente de dentro para fora. Logo, a direção das pás deve levar essa regra em conta.
Repare bem na ventoinha antes de instalá-la. Perceba que ela tem uma flecha que indica a direção da saída do ar. Logo, caso você use a ventoinha para retirar o ar quente de dentro do gabinete, essa flecha deve estar apontada para fora; caso você use a ventoinha para jogar ar frio, essa flecha deve estar apontada para dentro. Em alguns casos, há a possibilidade de você escolher a melhor posição para a ventoinha, e aí vale esta dica importante: apenas utilize a ventoinha extra para dentro do gabinete caso haja outra na parte de cima, ou seja, funcionando como exaustor.
Atente para as setas de direcionamento do ar.
Instalando a ventoinha
Abra o seu gabinete. Atente para as áreas onde você pode colocar a ventoinha. Este gabinete da imagem, por exemplo, oferece três possibilidades: duas na lateral (uma para cima e outra para baixo) e mais uma na parte de trás (em cima).
Atente para os locais que você pode instalar a ventoinha.
Vamos instalar a ventoinha na lateral, em cima. Neste caso. Ela deve ser presa na parte de dentro da tampa com o parafuso de fora para dentro. Basta parafusar nos pontos indicados. São quatro parafusos ao todo.
Parafuse a ventoinha conforme a indicação.
Atente para o tipo de conector
Com a ventoinha presa, é hora de plugá-la. Neste caso, é um conector simples que deve ser ligado à fonte. Isso significa que a ventoinha vai funcionar permanentemente e sempre na mesma velocidade.
Conecte a ventoinha de acordo com o tipo de conector.
Outras ventoinhas, no entanto, funcionam conforme a temperatura do gabinete. Quanto mais alta a temperatura interna, mais fortemente as pás giram. Se a temperatura não estiver muito alta, elas vão girar com menos intensidade. Esse tipo de ventoinha é plugada na placa mãe, no conector FAN.
ATENÇÃO!
Nunca conecte a ventoinha no conector CPU FAN. Este conector é destinado somente para o cooler do processador. Feche o gabinete e pronto, a sua ventoinha está instalada e pronta para uso.
A ventoinha conectada, pronta para uso.
Limpeza
Além da instalação de uma ventoinha extra ser bom para o computador, mantê-la limpa é fundamental. Com o tempo, pó e sujeiras podem se acumular nas pás e fazer com que o componente perca sua funcionalidade. Em alguns casos extremos, as pás podem chegar a parar de se movimentar.
Uma vez que as ventoinhas de gabinete ficam muito expostas, elas acumulam sujeira com bastante facilidade. Um dos indicadores de que algo está errado com o sistema de arrefecimento do seu computador é o barulho. Atente para qualquer barulho anormal vindo do gabinete e observe a ventoinha

Instalando memória de placa de vídeo


Agora ensinararemos como instalar uma placa de vídeo nova e módulos de memória. Pois bem, nada de ficar se enrolando, confira algumas dicas abaixo, e então pegue logo sua placa de vídeo e pentes de memória e vamos ao trabalho.
Cuidados
Obviamente, não poderíamos deixar de alertar você quanto a alguns cuidados que devem ser tomados ao manusear itens de hardware. Falando especificamente das memórias e das placas de vídeos, é de suma importância que você lembre-se de descarregar a energia eletrostática de seu corpo. Salienta-se ainda que mesmo estando seguro quanto ao manuseio, nunca é recomendável que você encoste nos contatos metálicos das placas ou dos módulos de memória.


A primeira coisa a fazer antes de mexer em qualquer item é verificar se você comprou o tipo de placa correta e se sua placa mãe realmente possui os devidos slots para os novos módulos de memória. O segundo passo é muito importante para consumidores que adquiriram placas de vídeo mais modernas (do tipo PCI-Express e que necessitem de energia a mais), pois você deverá averiguar se sua fonte possui os conectores necessários para a placa.
Verifique sua fonteRelembra-se ainda a importância de checar a capacidade da fonte, pois instalar uma placa de vídeo que consuma muita energia em uma fonte que não consiga produzir o suficiente pode gerar sérios danos aos itens de hardware do computador.
Instalando uma placa de vídeo AGP
As placas de vídeo do tipo AGP são um pouco mais antigas e não possuem grandes segredos. Para instalar uma placa nova você deve primeiramente averiguar se sua placa-mãe possui alguma trava no slot. A grande maioria possui essa trava, que serve para a placa de vídeo não ficar mal-encaixada.
Repare que esta placa-mãe não possui uma trava para a placa de vídeo
Em nosso exemplo a placa-mãe é um pouco mais simples do que as comuns, portanto não há esta trava de segurança. Após abaixar a trava, basta você segurar a placa pelas bordas e então encaixá-la lentamente no slot. A placa de vídeo estará devidamente instalada após você ouvir um barulho da trava mudando de posição.

Segure a placa pelas bordas e encaixe vagarosamente. Não esqueça de parafusar a placa após a instalação.
Instalando uma placa de vídeo PCI-Express
A instalação das placas de vídeo PCI-Express não diferencia em muito da instalação das placas de vídeo do tipo AGP. Portanto, caso seu computador já possua uma placa e você esteja substituindo a placa antiga, empurre a trava para o lado (em algumas placas-mãe, a trava deve ser empurrada para baixo) e retire a placa antiga.
Confira o tipo da trava que sua placa possui. Caso necessário, destrave-a para então encaixar a placa de vídeo.
Para instalar uma placa de vídeo do tipo PCI-Express, basta segurar a placa pelas bordas e encaixá-la lentamente. Vale lembrar que se sua placa de vídeo precisa de energia extra, você não pode, em hipótese alguma, se esquecer de conectar o cabo no devido local.
Encaixe a placa no slot e parafuse-a após terminar a instalação.
Detalhe: algumas fontes não possuem o devido conector para placas do tipo PCI-Express, portanto, utilize o adaptador de cabos de energia que deve ter vindo junto com a sua placa de vídeo.
Adicionando mais memória RAM
Instalar memória RAM não é algo de outro mundo, mas tudo deve ser feito com grande cautela. Ao abrir o gabinete você deve ter reparado que sua placa-mãe possui um ou até três slots sobrando para a instalação de novos pentes de memória. A instalação procede da mesma maneira para memórias do tipo DDR ou DDR2.
Mude as travas de posição
Mude as travas de posição, deixando o slot desobstruído (repare na figura acima: no passo 1 as  travas estavam na posição comum, no passo 2 as travas estavam abertas). Segurando o módulo novo pelas laterais, encaixe-o no slot. A memória estará instalada corretamente, caso as travas estejam na mesma posição das demais travas (confira na imagem abaixo).
Instale o novo módulo de memória e trave o pente para que não haja problemas
Medo de instalar?
Caso você esteja com medo de fazer algo errado, talvez seja bom procurar um técnico especializado, ou então, pedir ajuda para aquele seu amigo “fera” de computador.


Instalando o HD










Seu HD está cheio? Ou você está percebendo que dentro de pouco tempo você terá de trocar ou adquirir um novo HD? Atualmente isso é algo comum, visto que a internet está ficando cada vez mais rápida, e o resultado disso é maior agilidade na hora de baixar arquivos para o seu computador. Há um tempo atrás, encher um HD de 40GB utilizando internet discada parecia impossível. Hoje, com o surgimento de novas tecnologias, isso se tornou algo muito fácil.

Outros fatores que contribuem para que os HDs estejam atingindo a capacidade limite é o aumento do espaço em disco ocupado pelos sistemas operacionais, bem como os jogos, os quais muitos não são mais possíveis de se armazenar em DVDs comuns de 4.7GB.

Mas o que fazer quando o disco enche? Você pode optar por fazer backups, mas é muito chato ter os arquivos do computador dispersos em vários DVDs ou sabe lá qual foi a opção de backup escolhida. Não seria mais interessante se você aumentasse a capacidade de armazenamento do seu computador? Isso por ser feito ao trocar ou colocar um HD novo em seu computador.
Antes de começar...
Antes de mais nada, vale lembrar dos detalhes que devem ser levados em conta. Cuidado com a energia estática! Ela pode danificar seriamente seu computador.

É importante também que você não faça movimentos bruscos com o disco rígido. Ele é um componente frágil, e você deve manuseá-lo com cuidado.
Detalhes na hora escolher o novo HD
Consulte o manual da placa mãe e procure quais são as conexões pra disco rígido que ela suporta. A mais utilizada atualmente são as conexões SATA, mas ainda podem ser encontradas placas mãe com conectores do tipo IDE, nas quais são ligados HDs do tipo PATA.

Detalhes de um HD PATADetalhes de um HD SATA








Se você não tiver o manual da placa, você pode encontrá-lo online, no site do fabricante. Se você não sabe qual é o modelo da placa mãe, tente verificar se ele não é informado quando você liga o computador (isso dependerá do fabricante e de configurações na BIOS). É possível também encontrar qual é o modelo da placa impresso no próprio componente.
Caso você não encontre em nenhum desses modos, também é possível utilizar programas como o System Information for Windows e Everest para tal tarefa. Outro método para verificar quais os tipos de HD que sua placa suporta é observar os detalhes dela e localizar quais os tipos de conectores que são encontrados. Mas é sempre bom olhar o manual para obter especificações mais precisas.
Conectores IDE para HDs PATAConectores para HDs SATA









Se sua placa mãe tiver suporte tanto para PATA quanto para SATA, prefira um HD do tipo SATA, pois é uma tecnologia melhor e mais atual.

Há também dois tipos de HDs SATA: SATA 1 e SATA 2. O cabo de conexão é o mesmo, e o que difere um do outro é a velocidade de transmissão de dados. Enquanto no SATA 1 os dados são transmitidos a 1.5Gbit/s, nos HDs SATA 2 a transmissão é de 3Gbits/s.

Mesmo que você não tenha certeza se a placa mãe de seu computador suporta HDs SATA 2, você pode conectá-lo à placa, pois caso ela não suporte, o HD funcionará normalmente, mas com velocidade reduzida.

Após ter escolhido o tipo e modelo de HD que você deseja comprar, você também deverá comprar um cabo para conectar o disco rígido à placa mãe do computador, caso você não possua nenhum sobrando.
Cabo SATACabo IDE para HDs PATA
Outro detalhe importante é verificar se a fonte de seu computador possui o conector de energia utilizado pelos HDs SATA. Caso ela não possua, será necessário comprar também um adaptador para esse tipo de conector.
Cabo de energia do HD SATACabo de energia do HD PATA
Iniciando o trabalho
Analise o disco
Primeiramente, analise se o HD está com jumpers inseridos, o que pode alterar as configurações. Se seu HD for do tipo SATA 2, ele poderá estar configurado de modo que velocidade dele fique limitada para SATA 1.

Se o modelo for do tipo PATA, você deverá configurá-lo como “MASTER”, caso o HD que você está inserindo seja o disco primário ou o único utilizado pelo computador, ou como “SLAVE”, no caso do disco ser secundário.
Detalhes da etiqueta de um HD PATADetalhe no jumper de um HD PATA









O modo como os jumpers afetam a configuração do disco pode ser localizado na etiqueta que fica na parte superior do disco rígido. Sempre leia a etiqueta e analise como os jumpers estão no disco antes de inserir um HD novo no computador.
Inserindo o disco
Após abertura do gabinete de seu computador, deixe-o em pé, de modo que o painel traseiro fique localizado à sua esquerda. Perceba que ao lado direito do gabinete existem espécies de gavetas. Este é o local onde o disco será fixado.
Computador com o gabinete aberto
Analise o disco rígido e note que existem locais para inserção de parafuso. Perceba também que na gaveta há “furos”, por onde os parafusos devem passar. Você irá inserir o HD na gaveta, cuidadosamente, e posicioná-lo de modo que o HD possa ser parafusado na gaveta.
Detalhes nos locais do parafusoHD inserido na gaveta









Em seguida, insira os parafusos na gaveta, e fixe o disco rígido no gabinete. É recomendado que sejam utilizados parafusos em ambas as laterais da gaveta para que o disco fique bem fixado no gabinete, pois o disco não deve se movimentar enquanto estiver trabalhando.
Fixe o disco rígido no gabinete

Insira agora os conectores de energia e de transmissão de dados. Tanto nos conectores de HDs PATA quanto nos conectores de HDs SATA, só há uma maneira de inserir os conectores no disco e na placa mãe.
Cabo SATA inserido na placaCabo IDE sendo inserido na placa
Detalhes no cabo IDE
Perceba que nos cabos IDE existem pequenas travas, as quais devem ficar para cima na hora de serem inseridas no disco. Já nos cabos SATA, o sulco do conector possui formato de “L”, o qual deve ficar orientado para baixo na hora da inserção no disco.
HD SATA com os cabos conectadosHD PATA com os cabos conectados
Pronto! Você acabou de conectar o HD ao seu computador. Após ter fechado o gabinete, ligue o computador e entre nas configurações da BIOS para ver se o disco foi detectado corretamente. Isso é feito ao pressionar a tecla “Delete” (em alguns casos a tecla pode variar – teclas como F10 e F1 podem ser utilizadas como atalho nesses casos) após ter ligado o computador.
Crie as partições no disco e finalize o trabalho.
Você deverá agora criar uma (ou mais, vai depender das suas necessidades) partição no disco para que ele possa ser efetivamente utilizado.  Após ter realizado esses procedimentos, seu novo HD estará pronto para armazenar seus arquivos.

Instalando a unidade ótica


Neste artigo ensinaremos como instalar um leitor ótico, seja um gravador de CD, DVD ou Blu-ray. O processo é bem rápido e não exige muitos conhecimentos, contudo, um pouco de atenção é sempre importante. Para executar este processo você precisará dos seguintes itens:
• Leitor ou Gravador
• Cabo IDE ou SATA (varia conforme o modelo do aparelho)
• Uma fonte que possua um cabo de energia sobrando (a sua provavelmente deve ter mais de um cabo desses)
• Chave Philips
• Parafusos
Gravador de CD
Conheça o que você está instalando
Antes de adicionar o novo componente ao seu computador, talvez seja interessante você dar uma boa olhada nas entradas que ele possui. Abaixo você confere a imagem de um gravador de CD.
Detalhes do gravador
1 – Esta entrada serve para que você conecte o leitor diretamente a uma placa com suporte a áudio digital.
2 – Para quem possui placas de som mais antigas, existe a conexão analógica de áudio.
3 – Através desse jumper você pode definir a posição de sua unidade na BIOS do computador. Deixando o jumper do lado esquerdo, a posição é definida de acordo com o cabo IDE. Caso você deixe o jumper no meio, a unidade será definida como Slave, dando prioridade a HDs para serem unidades Master. Já se você colocar o jumper no lado direito, ele será definido como uma unidade Master.
4 – Aqui você deve conectar o cabo IDE, o qual possui uma posição correta. Se você observar bem de perto, há alguns números que indicam a posição do cabo (geralmente a faixa vermelha dos cabos IDEs deve ser conectada no lado onde há o número 1 da unidade de CD).
5 – Por fim, temos a conexão para o cabo de energia. Normalmente não há segredos para conectar este cabo, pois ele possui uma posição única.
Cabo IDE
Hora de instalar
Primeiramente, você terá de abrir seu gabinete e retirar uma das tampas, para que um espaço fique desobstruído e haja lugar para adicionar o novo leitor.
Espaço para inserir a nova unidade
Agora você deve encaixar cuidadosamente a unidade neste espaço. Repare se o seu gabinete possui divisórias que mantenham o leitor suspenso (sem a necessidade de parafusos). Caso seu gabinete seja um modelo mais antigo, você terá de realizar este procedimento com o gabinete deitado, para que a unidade não caia.
Colocando a nova unidade
Bem, agora você deve parafusar a unidade, para que ela fique bem presa. Dois parafusos em cada lado já bastam, evidentemente, você deve utilizar parafusos do tamanho correto, os quais devem ter vindo junto com a unidade.
Parafusos para fixar
Para finalizar é necessário conectar os cabos. A ordem de conexão não importa, mas em nosso exemplo conectamos primeiramente o cabo de energia. O cabo IDE deve ser conectado primeiramente a placa mãe, sendo que você terá de consultar o manual da placa para saber a posição correta do cabo. No leitor ótico você deve conectar o cabo IDE como já indicado em nosso artigo, com a faixa vermelha na posição 1 do leitor.
Conecte os cabos corretamente
Hora de usar
Pronto, sua nova unidade ótica está instalada e pronta para uso. Ligue o computador e verifique na BIOS se a nova unidade foi detectada. Espero que o artigo tenha esclarecido as dúvidas da maioria, sendo que o espaço para comentários está aberto para que vocês troquem opiniões e comentem a respeito de possíveis detalhes esquecidos.
Sua nova unidade foi instalada com sucesso!



Como instalar os fios do painel frontal


Uma parte pequena, mas não menos importante da instalação de um computador é composta pelo painel frontal do gabinete. Estes fios nem sempre são padronizados e apenas os fios básicos costumam estar identificados na placa mãe. De qualquer forma, para uma instalação completa, você vai precisar do manual da placa.










Instalando os botões principais e seus respectivos leds
Vamos começar pelos fios “principais”. Primeiramente, localize os fios presentes no painel frontal de seu gabinete. Por padrão, os mais comuns costumam ser o do Power, Reset, Led do Power e Led do Disco Rígido (HDD). Na figura abaixo, eles estão identificados como Power SW, Reset SW, Power LED (+ e -) e HDD LED.
Conectores da chave power, reset e seus respectivos leds.
Em seguida, procure na placa mãe de seu computador os conectores nos quais estes fios devem ser plugados. Se não houver uma identificação na placa, procure-a no manual.
Imagem dos conectores frontais em uma placa mãe
Feito isto, basta ligar os fios em seus respectivos conectores na placa mãe (normalmente o lugar de encaixe está identificado na placa mãe). Algumas placas possuem cores variadas em seus conectores, mas nem sempre isto pode ser levado em conta, pois na maioria dos casos estas cores não coincidem com as dos fios do gabinete.
Fios power, reset e leds devidamente conectados na placa mãe
Lembre-se de dispensar uma atenção especial à polaridade dos fios, conectando conforme a marcação de positivo e negativo (+ e -) na placa mãe. Fios brancos e pretos costumam ser negativos, mas em caso de dúvidas é sempre recomendado verificar no manual do gabinete.
Instalando portas USB
Os gabinetes normalmente possuem duas portas USB no painel frontal e eles costumam estar dispostos como um conector de 9 ou 10 pinos na placa mãe. Para conectá-las corretamente, como não há uma padronização, você precisa ter em mãos o manual da placa mãe.
A partir do painel frontal do gabinete, você encontrará oito fios relacionados com as portas USB e cada uma delas utiliza quatro fios e eles podem tanto vir em pares quanto separados para garantir compatibilidade entre modelos de placa mãe. Lembre-se que caso o gabinete possua mais (ou menos) do que duas portas USB frontais, esta quantidade de fios também será diferente.
Para facilitar seu trabalho, separe os fios em grupos. Abaixo, eles estão separados em 1 (VCC1, Data 1-, Data 1+ e GND1) e 2 (VCC2, Data 2-, Data 2+ e GND2).
Fios de duas entradas USB frontais
Em seguida, basta instalá-los nos conectores da placa mãe.
Exemplo dos conectores para USB em uma placa mãe
Estes pinos ao contrário dos que foram explicados anteriormente, não costumam ter seu lugar identificado na placa mãe e você precisará do manual para efetuar a conexão de forma correta.
Cabos USB devidamente conectados na placa mãe
No exemplo utilizado, eles seriam conectados nesta disposição (isto é apenas um exemplo, e varia conforme a placa!):
Conforme mostrado no manual, disposição dos pinos USB
Instalando microfones e alto-falantes
Os gabinetes mais novos, além dos botões e leds principais e portas USB costumam ter uma entrada de microfone e saída para fone de ouvido (ou alto-falante). O conjunto será composto por uma quantidade variando de sete a nove fios.
Abaixo, serão especificadas algumas dicas para facilitar seu trabalho na localização dos conectores e fios, porém a instalação destes cabos é um pouco mais complexa e você precisa do manual da placa mãe para saber exatamente o local no qual eles devem ser conectados.
Localize na placa mãe o local que contém os conectores corretos para esta função. Eles costumam estar identificados com a palavra “Audio” (no exemplo abaixo, “JAUDIO”). Se existirem "jumpers", pode ser necessário a remoção destes.
Conectores de áudio frontais em uma placa mãe
Então, você deve localizar os fios vindos do gabinete e observar a função de cada um deles (escrita nos conectores pretos em suas pontas). O restante é literalmente composto por conectar cada fio em seu respectivo conector na placa mãe, como indicado pelo manual. No exemplo utilizado, eles seriam conectados nesta disposição (isto é apenas um exemplo, e varia conforme a placa!):
Exemplo da disposição dos pinos para conectores frontais de audio em uma placa mãe





Finalizando
Quase terminando! Agora só faltam alguns pequenos detalhes para que você possa usar seu computador e aproveitar tudo o que ele tem para oferecer.


Não deixe fios soltos



Uma das coisas que não se dá maior importância em um primeiro momento, mas que é um cuidado essencial para manter o bom funcionamento do computador, seus componentes e periféricos, é manter os cabos organizados. Quando o computador é colocado no móvel pela primeira vez, sempre deixamos os cabos devidamente esticados, sem enrolar um no outro e perfeitamente arrumadinhos.
Acontece que estes cabos normalmente são compridos, mouses e teclados são trocados, novos periféricos são conectados ao computador, entre outras situações desta natureza. Com o passar do tempo, limpezas efetuadas e cabos trocados, aquela organização que deveria “durar para sempre” acaba se revelando uma grande catástrofe.
Situação semelhante ocorre dentro do gabinete. Quem nunca abriu o gabinete e se deparou com um emaranhado de fios? A complicação disto é que estes fios podem danificar conectores além de que esta bagunça toda atrapalha a ventilação do interior do gabinete.
Como arrumar isto? Para os fios da parte interna do gabinete, comece separando eles em grupos , como por exemplo fios da placa de vídeo, cooler, disco rígido, etc.

Separando os fios soltos em grupos

Então, o ideal seria medir a quantidade de fio necessária e dobrar o excesso cuidadosamente, prendendo com organizadores de fios.

Prendendo os fios

Depois, basta cortar o excesso da abraçadeira (isso não fará com que o cabo solte, fique tranquilo).

Cortando o excesso das abraçadeiras

Isso ajudará a manter os cabos mais limpos e organizados, evitando os inconvenientes citados anteriormente.

Resultado final

Para os fios externos, sugestões é o que não faltam. Você pode medir os fios e prender os excessos tanto com organizadores, quanto presilhas de velcro, abraçadeiras de nylon, abraçadeiras plásticas, molas para prender cabos entre muitos outros artefatos industrializados que existem para esta finalidade.

Prendendo os fios externos

Resultado final, com os excessos da abraçadeira cortados:

Resultado final, com os excessos cortados

Além dos artigos prontos que você encontra em lojas, caso goste de coisas diferentes existem inúmeras ideias espalhadas pela internet do tipo “faça você mesmo” para prendedores e organizadores de cabos externos.

Instalando os primeiros periféricos


Periférico?

Se você sabe a definição da palavra “periférico”, é fácil entender o que são dispositivos periféricos. Todo equipamento que é conectado ao gabinete do PC (ou torre, como alguns chamam) pode ser considerado um periférico. Teclado, mouse, fones de ouvido, impressoras, monitores, webcams, caixinhas de som e qualquer outro aparelho conectado externamente ao gabinete (ou seja, em sua periferia) é um periférico.

USB

Para tranquilizar você, iniciaremos falando dos dispositivos que utilizam a tecnologia USB para serem ligados ao PC. Equipamentos que possuem esse tipo de conector são os mais fáceis de conectar, pois basta inserir o plugue do dispositivo a qualquer entrada USB do computador para que ele seja automaticamente reconhecido e instalado. Alguns requerem que você insira o CD de instalação, como impressoras e webcams, mas geralmente bastará seguir corretamente as instruções mostradas na tela para que o equipamento funcione perfeitamente.

Cabo USB.Cabo USB.

*Assim como todo conector de computador, só existe uma posição possível para plugar os dispositivos USB. Portanto, não se preocupe se você está fazendo certo, pois é possível encaixar sem fazer muita força. Se o plugue não estiver entrando com facilidade, provavelmente você está tentando conectá-lo na posição errada. Inverta a posição e o encaixe poderá ser feito facilmente.

Áudio

Os conectores de áudio costumam causar muita irritação aos usuários que não decoraram ainda as “regras” para conectar microfone, caixas de som, fones de ouvido e outros dispositivos de áudio. Basicamente, basta dar uma bela olhada no gabinete para entender na mesma hora em qual conector você deve ligar cada dispositivo. Fones de ouvido e caixas de som comuns costumam vir com o plugue pintado na cor verde. Na parte traseira ou frontal do gabinete, procure a entrada que também estiver pintada na cor verde limão e conecte o fone ou caixa de som.
*As máquinas mais recentes costumam vir com conectores na frente para facilitar a conexão de fones de ouvido; e na parte de trás do gabinete, para que você possa ligar caixas de som. Porém, a maioria dos computadores não suporta a utilização das duas entradas ao mesmo tempo, e dá prioridade para a entrada frontal. Ou seja, se você conectar um fone de ouvido à entrada do painel frontal, as caixinhas de som que estiverem na entrada traseira provavelmente não funcionarão. Quando você retirar o plugue do painel frontal, o traseiro funcionará novamente.

À esquerda, cabo de áudio. À direita, cabo de microfone.

Alguns computadores podem não ter conectores coloridos. Nesse caso, as entradas terão desenhos que representem os dispositivos. A saída de áudio, quando não colorizada, costuma ter um símbolo que lembra um fone de ouvido.
Microfones possuem o conector muito parecido com caixas de som e fones de ouvido. Apesar de parecidos, eles não são iguais. Pegue um fone de ouvido e um microfone e compare os plugues de cada um. Você verá que eles possuem quantidades diferentes de cortes ao longo do conector. Os microfones sempre terão conectores pintados de cor-de-rosa, ou o desenho de um microfone, no caso de não serem coloridos.
Existe ainda outra classe de dispositivos de áudio, chamados de 5.1 ou 7.1. Algumas placas de som são compatíveis com áudio digital com mais de dois canais, para utilização com várias caixas de som, o que proporciona maior fidelidade e um som mais envolvente. Esse tipo de caixa de som costuma vir com mais de um conector. Se a sua placa de som suportar caixas de som 5.1, você poderá ver entradas adicionais na parte traseira do gabinete. Cada plugue das caixas de som deverá ser conectado à entrada que possui a mesma cor.

Vídeo

Atualmente, os padrões mais comuns de conectores de vídeo são o VGA e o DVI. Os monitores e placas de vídeo mais recentes, que são totalmente digitais, já estão vindo com o padrão DVI. Mesmo assim, a maioria dos monitores ainda possui um conector VGA para conexão com placas de vídeo menos avançadas. Até mesmo algumas placas de vídeo mais potentes ainda vêm com conectores VGA, para que o usuário tenha possibilidade de escolha entre monitores VGA e DVI (principalmente por causa da diferença de preço).

Cabos DVI.Diferença entre DVI e VGA.

Tanto no padrão VGA, quanto no padrão DVI, só é possível conectar o monitor aos cabos e os cabos ao gabinete, em uma posição. E como não há outra entrada igual, não há como errar. Se seu gabinete tiver duas entradas VGA ou DVI, isso quer dizer que a placa de vídeo suporta a conexão de dois monitores ao mesmo tempo.
*Se você comprar uma placa de vídeo que só tenha saída DVI e o seu monitor só tiver o conector VGA (ou vice-versa), existem pequenos adaptadores que fazem a conversão do conector, para que você não possa utilizar ambos os equipamentos sem precisar comprar nada novo (e caro). Os adaptadores podem ser encontrados facilmente em qualquer loja de informática.

Adaptador VGA - DVI.

Outras conexões

Algumas placas de vídeo vêm com saídas para que você ligue-as em televisores, através de conectores RCA. Esse tipo de conector terá sempre a cor amarela, assim como o cabo correspondente, e estará localizado ao lado das saídas VGA e/ou DVI.
Os cabos de rede podem gerar confusão na hora de conectar a computadores que possuam modems discados, devido à semelhança entre suas entradas. É fácil distinguir os dois tipos de cabo e conexão, pois eles são de tamanhos diferentes. Se você tentar conectar um cabo e ele não encaixar perfeitamente, você deve estar tentando ligar o cabo na entrada errada.

Esperamos ter deixado você mais à vontade para ligar os periféricos no PC

Extras
Quem tal algumas dicas extras? Aprenda a mexer na BIOS sem medo e também como criar seu próprio cabo de rede.

Desmistificando a BIOS


 O que é a famosa e misteriosa BIOS, que assusta os usuários mais leigos e ainda é motivo de frustração para alguns que já lidaram com ela e com componentes de computadores diversas vezes na vida.
Como já mostramos como ela é por fora e como ela opera em relação ao funcionamento do sistema e de sua inicialização, hoje abordaremos algumas das opções mais comuns entre os diversos modelos que circulam pelo mercado, como, por exemplo, os ajustes de discos e componentes na inicialização, clock de processadores e memória (frequência defuncionamento) , chipsets integrados e até mesmo a ordem de boot (que é dúvida para muitos ainda).
Dizemos “os principais” porque existem diversos modelos no mercado e cada qual possui suas próprias características e menus, mas todas compartilham algumas opções e finalidades. Para este artigo foi utilizada como referência a BIOS da placa mãe ASUS P5W DH – Deluxe (sem atualizações), da American Megatrends.
Placa mãe utilizada

Recomendamos também que você, usuário, tenha muita atenção ao ler cada opção e tela, pois algumas delas podem impedir a inicialização do sistema ou até mesmo levar o seu processador à morte! Vamos lá!

Acessando a BIOS
A BIOS é acessível apenas nos instantes anteriores ao carregamento do sistema, o que significa que você precisa ficar ligado para pressionar o botão a tempo. A tecla de acesso varia de acordo com a versão e fabricante da BIOS, mas em geral são escolhidas:
•    DEL (Delete).
•    F2.
•    F12.
Para descobrir qual corresponde à sua, basta ficar de olho na mensagem mostrada logo na entrada, que contém também os comandos de depuração e de configuração de inicialização. Já dentro dela, os comandos para navegação são as setas direcionais, a tecla Enter para confirmação do campo, Esc para voltar, F1 para ajuda e F10 para salvar as modificações e sair. Novamente, consulte os comandos mostrados pela sua versão para ter certeza de que tudo está de acordo.

Dentro da Bios
Primeiro contato com a guia principal
É na primeira tela (dentro da guia Main, Principal) que ficam os ajustes básicos de hora e data, idioma de exibição e dos dispositivos de hardware, como os discos rígidos (tanto IDE quanto SATA), leitores de mídia e drives de disquete. Por aqui é conferido se o computador reconheceu o disco que você acabou de instalar. Confira a visão geral abaixo:
Tela principal da BIOS

Vale ressaltar que a hora e data podem ser ajustadas manualmente, bastando apenas entrar no campo com a tecla Enter e editá-las manualmente. Já os itens de hardware revelam outra tela com mais informações sobre eles quando acessados. Novamente, é possível desativá-los por completo (para que o sistema os ignore), configurar para detecção automática a cada inicialização ou ainda atribuir um status manualmente (como CD-ROM) para a entrada.

Este último método manual é útil para que o seu sistema não perca mais tempo durante a inicialização para localizar novamente os dispositivos que já estão instalados. Por outro lado, no modo automático você pode trocar de componentes ou ainda mudar a posição dos já existentes sem ter que se preocupar em refazer o arranjo dos itens.
Outra opção importante da guia principal é a IDE Configuration, ou configuração IDE. Aqui são definidos os tempos de espera do sistema para a detecção de dispositivos e o modo de operação dos discos rígidos. Quem utiliza sistemas anteriores ao Windows XP geralmente precisa mudar do Enhanced Mode para o Compatibility Mode, ou modo de compatibilidade em português.

Configurações de dispositivos IDE

Seguindo para a parte de baixo da tela, temos a opção System Information: pense nela como uma exibição dos dados do computador mais completa do que a vista pelo sistema (nas propriedades do Meu Computador), já que ela traz para você o tipo e modelo de processador (com a contagem de núcleos para os com dois ou mais) e também a memória total da máquina, seguida da quantia livre e da já ocupada por outros dispositivos, como placas de vídeo onboard por exemplo.

Guia Advanced
Ajustes Avançados de portas e dispositivos onboard
Seguindo adiante com a nossa descrição da BIOS, temos a guia Advanced. Note que a sua placa pode utilizar um termo diferente ou não ter algumas das opções demonstradas a seguir, já que elas dependem da presença de componentes onboard em sua grande maioria.
A primeira opção (retratada na imagem abaixo) serve para que os usuários mais avançados ajustem as configurações de alimentação e de velocidade do processador (para que a reduzam ou façam o famoso Overclock). Não recomendamos que você altere nada aqui, a menos que realmente saiba o que está fazendo.

Configurações de velocidade do processador
USB Configuration, por sua vez, leva o usuário aos ajustes das portas USB, envolvendo a quantidade delas que ficará ativa, o suporte para dispositivos mais antigos, o modo de funcionamento (para os padrões 2.0) e o máximo de velocidade permitida, entre os modos HiSpeed — que é geralmente padrão — e FullSpeed, que permite velocidades muito mais altas com dispositivos compatíveis.

Tela de configuração das portas USB

Retornando à tela principal da guia Advanced, temos ainda as configurações de processador — que revela dados de memória cache, virtualização e controles de temperatura, além de outras tecnologias individuais para cada processador e fabricante. Já PCI/Pnp se refere aos componentes Plug and Play e seu devido reconhecimento, sendo escolhido se será a BIOS ou o sistema operacional o encarregado pela detecção (procure deixar tudo como está, a menos que tenha problemas).
Mas a mais importante das opções aqui é a Onboard Devices Configuration. Nela você tem acesso a todos os componentes que estão integrados à placa mãe, tais como as placas de rede, de vídeo e de som, controladores 1394, SATA, PATA e portas seriais. Todos estes elementos podem ser ativados ou desativados de acordo com sua necessidade. Lembre-se que estas mudanças não são de forma alguma permanentes, bastando retornar a BIOS para as configurações padrão em caso de falhas.

Configurações de áudio

Os controladores de áudio geralmente possuem configurações de acordo com o sistema operacional (modos exclusivos para o Windows Vista) e com os painéis frontais, para áudio de alta definição. Caso seja instalada uma placa separada, é uma boa desligar a integrada para evitar conflitos e travas de sistema.

Guia Power
Energia para seus componentes!
Agora que você já ajustou direitinho todos os seus componentes onboard, é hora de verificarmos as configurações básicas de energia. Algumas das opções desta guia envolvem o método de hibernação (um que economiza mais e outro que faz a máquina voltar mais rápido) e por quais dispositivos o computador deve ser ligado (como teclado, modems externos, mouse e dispositivos PCI). Algumas placas podem até mesmo ser configuradas de modo a ligarem novamente em caso de queda de energia, assim que a distribuição for restabelecida.

Tela de gerenciamento de energia

Outra ferramenta frequentemente disponível pela guia de energia é a de monitoramento, que controla e mostra em tempo real dados como temperatura do processador, placa mãe e memória, tensão recebida nos componentes (útil para identificar problemas na rede elétrica) e velocidade de funcionamento das ventoinhas ligadas na placa e não no gabinete.


Guia Boot
Definindo a ordem da inicialização
Quem nunca passou por mensagens do tipo “Erro ao ler dispositivo”, “Erro de disco”, ou ainda por vezes em que o disco de instalação do Windows é colocado no drive e o computador não lê, passando batido para o sistema e impedindo você de consertar o sistema? O que ocorre é que os dispositivos não estão na ordem correta, mas a solução é simples e está aqui nesta guia.

Prioridade de dispositivos

Entrando nela, você define a prioridade entre seus discos rígidos, drives de CD/DVD e dispositivos removíveis. Para evitar dores de cabeça e erros, recomendamos que você deixe a leitura na seguinte ordem:
•    Drive leitor de CD/DVD.
•    Disco rígido com o sistema operacional primário.
•    Disco rígido com o sistema operacional secundário ou com dados (caso exista).
•    Outros dispositivos.
Assim a cada vez em que for ligado o seu computador procurará por discos de instalação, depois (caso não encontre) pulará direto para a inicialização do sistema operacional padrão. Outra coisa: em algumas BIOS, assim como na que está sendo utilizada, você define a ordem dos tipos de dispositivos e depois — em outra opção — a ordem do grupo, como qual disco rígido será lido primeiro dentre todos os presentes no computador, por exemplo.

Ajustess

Agora que você já sabe como configurar a inicialização, vamos para a opção Boot Settings Configuration. Nela você ativa ou desativa funções como a imagem que é mostrada quando o computador é ligado, bem como suporte para mouse e também os avisos para erros de leitura do teclado. Recomendamos que as configurações padrão sejam mantidas para que você perceba quando qualquer erro acontece.
Algumas BIOS ainda oferecem mais uma opção de segurança. Por ela o usuário pode atribuir uma senha de acesso para o computador, independente de sistema operacional, o que significa que a máquina só poderá ser iniciada com ela. Muita atenção: não há como recuperá-la em caso de perda. A melhor solução é retirar a bateria (da placa mãe) por alguns instantes, mas não recomendamos, pois todas as configurações serão perdidas junto.

Configuração de senha

Guia Exit
Finalizando e salvando as modificações
Que trabalheira não? Depois de fuçar em tudo, a última coisa que você quer é perder tudo, portanto muito cuidado ao sair da BIOS. Para salvar adequadamente as alterações, selecione a opção Exit & Save Changes, como mostrado abaixo:

Salvando as configurações

As demais opções desta tela servem para descartar e sair da tela, apenas descartar as alterações ou ainda carregar as configurações de fábrica (o que é muito útil caso algo dê errado).
Não tenha medo de explorar as telas e de se informar, afinal a BIOS também é parte de seu computador e você deve conhecê-la para tirar o máximo proveito dos recursos da máquina.

 Aprendendo a Crimpar cabos de rede



Atualmente é comum que existam redes de computadores, não apenas em empresas, onde a rede pode ser composta por centenas de computadores, mas também em casas, onde pode haver uma rede de apenas dois computadores.

Um quesito muito importante para o funcionamento da rede são os cabos de rede (quando não se tratando de redes sem fio). Afinal, eles são responsáveis pela transmissão de dados na rede, sejam dados referentes à internet, transferência de arquivos entre micros ou ainda compartilhamento de impressoras ou algum outro periférico.

Por possuírem tal importância, deve-se ficar atento para que os cabos estejam corretamente arrumados. Para tanto, é necessário que se dê a devida atenção a alguns itens, que vão desde o tamanho máximo que esses cabos podem ter até o modo seus plugs serão crimpados.

E por falar em “crimpados”, aí está uma palavra que é muito discutida quando o assunto é cabos de rede. Algumas pessoas dizem que o correto é “grimpar”, outras dizem “climpar”, e algumas ainda retiram o “m”, falando apenas “clipar”. Apesar da palavra ainda não constar nos dicionários (segundo pesquisas nos dicionários Houaiss e Michaelis), a forma mais sensata de pronúncia e escrita é crimpar.

A explicação é simples: assim como inúmeras palavras relacionadas ao ramo da informática (tais como mouse, site e HD), a palavra “crimpar” deriva do verbo da língua inglesa “To crimp”, o qual significa algo como moldar uma superfície (que é mais ou menos o que é feito ao crimpar cabos de rede).

Materiais Necessários

Para crimpar seus cabos de rede você irá utilizar as seguintes ferramentas:
  • Alicate de crimpagem;
  • Conectores RJ-45 (um para cada ponta do cabo);
  • Cabo de Rede (também chamado de Cabo de Par Trançado ou Cabo UTP (Unshielded Twisted Pair – falando de modo mais técnico, o modelo mais utilizado é o UTP CAT 5).
Materiais necessários
Algumas pessoas utilizam estilete para cortar a capa de proteção do cabo, porém o alicate de crimpagem já possui lâmina para o corte, e ao utilizar estilete é muito fácil de cortar os fios dos pares trançados do cabo de rede (o que também pode ocorrer ao utilizar a lâmina do alicate), e caso isso ocorra você deverá iniciar uma nova ponta, cortando fora a ponta danificada.

Antes de Começar...

Antes de iniciar o trabalho será interessante você saber qual o melhor modo de organizar a sua rede. Existem alguns detalhes que devem ser levados em conta: há limitações quanto ao tamanho máximo do cabo (o máximo recomendado é 100M) e há mais de um modo de crimpar a ponta dos cabos (havendo inclusive um modo que dispensa o uso de HUB/Switch, chamado de Crossover ou Cabo Cruzado).
Exemplo de HUB/Switch

Se você precisar utilizar mais de 100M de cabo, o recomendado é que se utilize um HUB/Switch em meio ao trajeto. Isso vale tanto para conectar um computador diretamente ao HUB/Switch quanto para conectar um HUB/Switch a outro, e é chamado de repetição.

O tamanho de 100M é um tamanho médio aconselhável. Dependendo da qualidade do cabo e da placa de rede utilizados é possível ultrapassar um pouco este limite. Tudo dependerá da qualidade do material utilizado.

Existe também um tamanho mínimo aconselhado, o qual é de 30cm. É bom também não deixar o cabo de rede junto a cabos de energia elétrica (como pode acontecer quando se usam canaletas para a instalação), pois os cabos de energia podem gerar uma interferência eletromagnética na transmissão de dados do cabo de rede.
Cabo de rede
Um Pouco Mais Sobre o Cabo

Ao abrir o cabo de rede você perceberá que ele possui oito fios, os quais são coloridos e estão divididos em pares. Você verá também que os dois fios de cada par estão entrelaçados, de modo que estão separados em cores. É comum que esses fios internos sejam chamados apenas de pares. Os pares são trançados justamente para ajudar a evitar que haja interferência eletromagnética na transmissão de dados.

Cuidados Com os Cabos
É recomendado que primeiramente você passe os cabos pelas tubulações desejadas, uma vez que é muito mais fácil realizar tal tarefa com os cabos sem os plugs. Também é aconselhável que não seja feito o reaproveitamento de cabos de rede, pois quando é feito esforço para retirar o cabo do local onde ele se encontrava pode ocorrer a quebra dos fios internos, comprometendo o funcionamento do cabo.

Seja atencioso com a passagem e fixação dos cabos, assim como na hora de crimpar suas pontas. É muito chato quando a rede não está funcionando e após um tempo tentando fazê-la funcionar descobre-se que os fios do cabo tinham sido quebrados durante a passagem pela tubulação ou que a crimpagem estava malfeita.
Padrões de Ordem dos Fios
Antes de iniciar a crimpagem, escolha um dos padrões de sequência para as pontas. Existem dois padrões mais utilizados: eles são conhecidos como EIA/TIA 568A e EIA/TIA 568B. Ambos funcionam perfeitamente.

Padrão EIA/TIA 568BPadrão EIA/TIA 568A









Existem ainda dois tipos de cabo: os cabos diretos, e os cabos crossover. Nos cabos diretos, ambas as pontas são feitas utilizando o mesmo padrão, enquanto nos cabos crossover uma ponta utiliza o padrão EIA/TIA 568A e outra o EIA/TIA 568B. Em alguns casos, o padrão de uma delas foge de um desses dois. Isso será explicado logo abaixo.
Cabo Direto
Os cabos diretos são utilizados para interligar computadores e HUBs/Switchs. Nestes cabos, as pontas devem ser exatamente iguais, pois caso contrário a transferência de dados não irá ocorrer. O padrão utilizado em um dos cabos deverá ser o mesmo na rede inteira.

É verdade que você pode criar a sua própria sequência e utilizá-la em sua rede, entretanto é extremamente aconselhável que você utilize uma destas duas sequências sugeridas. Não apenas por questões de funcionamento correto, mas também por questões de padronização. Se outra pessoa precisar corrigir algum problema em seus cabos, ela saberá qual é a sequencia utilizada e será muito mais fácil para solucionar o problema.

Os padrões são desta forma, pois foram os melhores modos encontrados para que houvesse o mínimo possível de interferência eletromagnética no cabo, seja esta externa ou gerada pelo próprio cabo, e é justamente por isso que os pares são trançados entre si. Se você desejar usar uma sequência própria por achar muito difícil crimpar o cabo utilizando uma das duas sequências mencionadas, tenha em mente que você terá grandes chances de ter uma rede que não funcione com desempenho total ou até mesmo que não venha a funcionar.
Crossover
Caso você precise interligar apenas dois computadores, você pode utilizar um cabo do tipo crossover, o qual dispensa o uso de HUB/Switch. Se você precisar compartilhar a internet, será necessário que um dos dois computadores possua duas placas de rede. Em uma delas você ligará o cabo crossover e em outra o cabo da internet, o qual será um cabo direto. Os cabos crossover também devem ser utilizados para ligar um HUB/Switch a outro.

Quando utilizar cabo crossover ou cabo direto

Há um detalhe importante: se as placas dos computadores da rede forem placas com velocidade de 1000Mbits (o que atualmente é bastante comum em computadores novos), você deverá utilizar outro padrão (um pouco diferente dos EIA/TIA 568A e EIA/TIA 568B) em uma das pontas para que a transmissão de dados possua a máxima velocidade possível. Caso contrário, a velocidade máxima utilizada será de 100Mbits. A rede funcionará normalmente, porém não na velocidade total.

Existem dois padrões para este tipo de crossover. Dependendo do padrão que você escolher para a outra ponta do cabo, seja EIA/TIA 568A e ou EIA/TIA 568B, você deverá escolher uma das duas para a outra ponta. Observe nas imagens abaixo os padrões de crossover para redes de 1000Mbits.
Ordem para crossover com o padrão EIA/TIA 568A para redes de 1000MbitsOrdem para crossover com o padrão EIA/TIA 568B para redes de 1000Mbits




Detalhes do Alicate
Antes de iniciar, observe o alicate de crimpagem. Nele existem dois tipos de guilhotinas: uma para desencapar os cabos e outra para aparar os fios. Em alguns casos existe um sulco no qual o cabo deve ser inserido para ser descascado. Existe também um conector no qual serão crimpados os conectores RJ-45.
Guilhotina para aparar os fios e sulco para descascar o cabo
Local para crimpar o conector e guilhotina para descascar o cabo

Mãos à Obra!

Agora que você já sabe os tipos de cabo e quando deve usá-los, e também já conhece o alicate de crimpagem, é hora de começar o trabalho. Escolha um padrão de sequência para as pontas dos cabos e lembre-se de usar apenas este padrão em toda a rede (salvo em casos de conexão de HUB/Switch com outro HUB/Switch, que é quando  se faz necessário o uso de cabo crossover). Veja agora como crimpar os cabos.

Corte um pedaço da capa do cabo. Faça isso colocando o cabo no compartimento para descascar a capa do cabo  e girando o alicate, de modo que a capa que envolve o cabo seja cortada. Não utilize muita força, pois se fizer isso você poderá cortar um dos fios internos do cabo. Caso isso ocorra, reinicie o processo.

Insira o cabo no sulco do alicate Gire o alicate para desencapar o cabo
Os cabos coloridos estarão separados em pares, e cada par possui uma cor específica. Separe os cabos estique-os para deixá-los bem lisos, para que assim fique mais fácil e eficiente de se trabalhar com eles.
Fios separados e esticados
Separe as pontas na ordem correta, e utilizando a lâmina para aparar os fios, corte-os de modo que fiquem bem alinhados. Após isso, insira-os no conector RJ-45. Com a trava virada para baixo e com as pontas metálicas viradas para o lado oposto ao seu, interprete a sequência que vai de um a oito, contado da esquerda para a direita.
Não deixe que os fios coloridos fiquem para fora. A capa do cabo deve ficar dentro do conector RJ-45, quase até a metade do conector. Se isso não ocorrer, diminua o tamanho dos fios internos até que isso ocorra.  Observe as fotos abaixo e veja como seu cabo deverá ficar ao final do processo.
Cabo inserido no conector de maneira incorretaCabo inserido no conector de maneira correta

Certifique-se de que todos os fios coloridos estão chegando até o final do conector, de modo que quando você for crimpar os conectores, as placas douradas encostem em todos os fios coloridos. Caso isso não ocorra em todos os fios, não haverá contato entre o fio e a placa dourada, e os dados não serão devidamente transmitidos.
Fios chegando até o final do conector
Após ter se certificado que os fios estão chegando até o final do conector, insira-o no compartimento do alicate para finalmente crimpar o cabo. Insira o conector conforme mostrado na imagem abaixo e pressione o alicate com força para que as travas metálicas encostem nos fios coloridos. Após isso, analise o conector e certifique-se de que todas as travas estão abaixadas. Caso alguma não esteja devidamente abaixada, repita o processo.
Conector inserido no alicate
Sua rede está pronta! Agora é hora de configurar os computadores e finalizar o trabalho para que você possa compartilhar dados na rede.



Saiba como gastar menos e não ser enganado


Usuários que não entendem de hardware costumam ter calafrios quando ouvem a palavra “manutenção” do PC. A maioria dos mais leigos já foi enganada pelo menos uma vez por técnicos cheios de má fé e assistências técnicas aproveitadoras. Isso causou uma repulsa automática nas pessoas em relação aos profissionais do ramo. Porém, não se pode julgar todos por causa de uma minoria, pois existem pessoas e empresas realmente sérias, que prestam serviços de qualidade.

O Mega Computador reuniu algumas dicas para você que quer ou precisa levar sua máquina para o conserto, mas não tem coragem, justamente pelos motivos mencionados acima. Seguindo nossas dicas, você ficará mais tranqüilo na hora de levar o PC para a assistência e dificultará a ação dos charlatões.
Conhece-te a ti mesmo
Sabemos que para alguns é muito chato, e às vezes até irritante, ficar olhando em notas fiscais ou utilizando programas para ver quais componentes estão instalados no PC. Afinal, muita gente não tem a menor idéia do que cada um faz, outros simplesmente não querem saber. Isso é um risco, pois não saber o que está dentro do seu gabinete dá margem para enganadores tirarem vantagem de você.
O ideal seria que as notas fiscais ficassem sempre à mão para consulta, mas elas nem sempre possuem todas as informações necessárias. Por isso, você pode lançar mão de softwares que analisam os componentes da máquina e informam o que você precisa saber. O  site do Baixaki tem vários programas disponíveis para essa tarefa. Um deles é o CPU-Z, uma ferramenta simples e rápida, que mostra as principais informações dos componentes básicos do computador.
Ferramentas de diagnóstico ajudam a identificar seu hardware.
Anote as informações que o programa lhe der e guarde-as em um local seguro. Depois que a assistência devolver sua máquina, execute o CPU-Z novamente e confira se tudo está idêntico. Outros programas da categoria de diagnóstico de hardware podem dar informações mais detalhadas, caso você queira ser mais específico.
Identifique suas peças com sinais discretos. Alguns técnicos enganadores podem devolver outro equipamento dizendo que é do cliente e afirmando que há um defeito sem possibilidade de conserto. Se você fizer uma marca que identifique seu hardware de alguma forma, é menos provável que você seja enganado por assistências que querem ganhar algum dinheiro às suas custas. Se for possível, anote os números de série dos itens de hardware. Eles são únicos e se voltarem diferente, é porque alguém está tentando enganar o cliente. Reclame!
Pesquise as assistências técnicas.O mercado de informática é gigantesco, assim como a oferta de assistências técnicas e lojas. Para não ter problemas, procure lojas conhecidas e de renome. Quanto mais clientes satisfeitos, maior a possibilidade de que você também ficará. Se você não se sentiu seguro a respeito de alguma assistência, procure alguém que a conheça e peça indicações. Não é recomendável entrar no primeiro lugar que você encontrar e já deixar a máquina lá.
Nunca autorize qualquer reparo antes de ter em mãos um orçamento detalhado relatando o problema. Quando for buscar o orçamento, leve alguém que conheça do assunto para que ele interprete as informações e os nomes estranhos que estarão escritos no papel. Tenha sempre em mente que em se tratando de computadores, nem sempre um orçamento muito barato significa uma vantagem. Componentes de alta tecnologia merecem que você coloque a mão um pouco mais no fundo do bolso.
Faça backup dos seus dados.Raramente as assistências técnicas garantem os dados contidos no seu disco rígido. Na verdade, a maioria faz questão de deixar bem claro que não se responsabiliza —e não dá a mínima — pelos dados contidos no HD. Apesar de isso ser uma afronta aos direitos do consumidor, é assim que acontece. Portanto, senhas, favoritos, fotos comprometedoras, dados bancários ou qualquer tipo de informação que você não pode perder ou não quer vagando por aí deve ser excluída da máquina quando você for levá-la ao técnico. Utilize pendrives para dados pessoais e grave CDs e DVDs com os arquivos maiores, como fotos, músicas, etc.
Suspeite de técnicos que pedem manutenção de hardware quando você mandou o PC para uma limpa no HD. Não há razão para trocar um componente físico quando seu computador foi infectado por vírus, por exemplo. Vírus nada mais são do que programas com “más intenções”. O funcionamento deles geralmente provoca danos aos dados da máquina, não às peças dela.
Conservação
Dinheiro não dá em árvore, economize o seu.Quanto menos você tiver que levar o seu computador ao técnico, melhor para o seu bolso. Portanto, siga estas orientações de conservação para prolongar a vida da sua máquina por mais tempo quanto for possível.
Não mantenha seu equipamento em locais muito quentes. Componentes eletrônicos adoram o frio, pois temperaturas menores os ajudam a trabalhar melhor. Altas temperaturas causam problemas sérios de hardware e podem fazer com que o PC fique instável ou até pare de funcionar totalmente, necessitando de troca de peças defeituosas. Se o seu computador esquenta demais, você pode estar exigindo muito dele, estar usando em um local muito quente, ou os dois.
Ambientes empoeirados também são grandes vilões para qualquer equipamento eletrônicos, mas principalmente computadores. Os técnicos costumam encontrar tanta poeira dentro do gabinete, que há até a formação de pedras. Deixe seu computador em um ambiente ventilado e, de preferência, não deixe o gabinete no chão, pois é lá que a poeira está. O melhor lugar para ele é em cima da mesa, em uma posição onde não fique com nenhum de seus lados bloqueados, para que ele “respire” sem dificuldade.
Pedir ajuda para os amigos é uma boa idéia.Todos nós temos amigos que entendem muito de computadores. Em caso de problemas, não custa nada ligar para aquele crânio da informática e perguntar a opinião dele sobre o que está acontecendo. Esse tipo de amigo às vezes até conhece uma boa assistência técnica para indicar. Mas lembre-se o que comentamos no artigo “Dicas para ser um micreiro mais educado”: não há como seu amigo saber o que está acontecendo se você disser que “o negocinho estava funcionando e de repente parou tudo”. Seja mais específico ao reportar um problema para que ele seja resolvido mais rápido.
Se você já teve algum problema com o PC, tendo que mandá-lo para um técnico resolver, fique à vontade para compartilhar conosco e com a comunidade Mega Computador. Assim, você nos ajuda a manter os usuários informados a respeito do assunto.
Espero que tenham gostado do tutorial de montagem de computador, em breve teremos mais tutorias como esse. Participe do Mega computador, deixe seu coméntario, sugestão e experiencias.
















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